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Diagnóstico do Pânico 20 de Janeiro de 2008

Posted by Geraldo Neto in Hipertensão, Pânico, Stress.
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O diagnóstico do transtorno do pânico possui critérios bem definidos, não podemos classificar como transtorno do pânico qualquer reação intensa de medo. Assim sendo estão aqui apresentados os critérios usados para fazer este diagnóstico.

a) Existência de vários ataques no período de semanas ou meses.Quando houve apenas um ataque é necessária a presença de significativa preocupação com a possibilidade de sofrer novos ataques ou com as consequências do primeiro ataque. Isto é demonstrado pela preocupação com doenças, intenção de ir ao médico e fazer exames, vontade de informar-se a respeito de manifestações de doenças.

b) Dentre vários sintomas pelo menos quatro dos seguintes devem estar presentes:

1- Aceleração da frequência cardíaca ou sensação de batimento desconfortável.
2- Sudorese difusa ou localizada (mãos ou pés).
3- Tremores finos nas mãos ou extremidades ou difusos em todo o corpo.
4- Sensação de sufocação ou dificuldade de respirar.
5- Sensação de desmaio iminente.
6- Dor ou desconforto no peito (o que leva muitas pessoas a acharem que estão tendo um ataque cardíaco)
7- Náusea ou desconforto abdominal
8- Tonteiras, instabilidade sensação de estar com a cabeça leve, ou vazia.
9- Despersonalização* ou desrezalização**.
10- Medo de enlouquecer ou de perder o controle de si mesmo.
11- Medo de morrer.
12- Alterações das sensações táteis como sensação de dormências ou formigamento pelo corpo.
13- Enrubescimento ou ondas de calor, calafrios pelo corpo.

*A despersonalização é uma sensação comum nos estados ansiosos que pode surgir mesmo fora dos ataques de pânico. Caracteriza-se por dar a pessoa uma sensação de não ser ela mesma, como se estivesse saindo de dentro do próprio corpo e observando a si mesmo.
**A desrealização é a sensação de que o mundo ou o ambiente em volta estão diferentes, como se fosse um sonho ou houvesse uma núvem.
Essas duas sensações ocorrem em aproximadamente 70% da população geral não significando como ocorrencia isolada uma manifestação patológica.

c) Há substâncias que podem geral reações de pânico como os estimulantes. Quando o pânico ocorre sob esse efeito não se pode dar este diagnóstico assim como também não pode ser dado em decorrência de outros estados ansiosos anteriores como um ataque de pânico secundário a uma exposição forçada de um fóbico social por exemplo.

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Comentários»

1. Geraldo Neto - 21 de Janeiro de 2008

A descrição dos sintomas está perfeita. Vou agora descrever uma das várias crises que tive.

Eram cinco da manhã. Você começa se sentindo mal, com uma pressão no peito, achando que está tendo um infarto. A respiração fica difícil, seu coração dispara e aí você começa a achar que vai morrer. É uma sensação horrível. Nessa hora, seu corpo lhe dá uma descarga absurda de adrenalina e sua pressão arterial sobe muito, podendo chegar a 21/16. Quando a muito custo consegui chegar ao hospital, mais de uma hora depois e bem mais calmo, a minha pressão estava em 16/11. Fui medicado e após uma hora, a pressão baixou para 13/8. O médico da emergência recomendou que procurasse urgentemente um cardiologista.

Ao chegar em casa, dormi normalmente, acordei, almocei e nada senti. Fui trabalhar e por volta das cinco da tarde aconteceu de novo. Corri para o hospital e novamente fui medicado para abaixar a pressão. Consultei um cardiologista. O eletro deu resultado normal e me foi pedida uma batelada de exames. Nos quatro dias que passei até a nova consulta com os resultados, tive crises todo dia e todo dia ia ao hospital ser medicado para a pressão abaixar. Para meu espanto, os exames não revelaram nada de anormal, exceto taxas de ácido úrico, triglicerídeos e colesterol um pouco acima do normal. Meu cardiologista conclui que meu problema era caso psiquiátrico. Passou uma dieta rigorosa, receitou um antidepressivo leve e um calmante para o caso de novas crises. Com a orientação do psiquiatra e um ajuste na posologia dos medicamentos, as crises passaram.

Bem, agora vamos ao que interessa para ajudar quem tem esse problema.

1 – Pânico não mata. As crises duram de 30min a 01hr.
2 – É uma doença incapacitante para qualquer atividade produtiva se não for tratada
3 – O sofrimento é enorme.
4 – A principal causa é o stress

Então, o que fazer?

Pânico tem cura. Recomendo procurar imediatamente um psiquiatra. As pessoas têm resistência a isso, achando que vão ser tachadas de malucas, mas eu garanto que compensa não sofrer mais. Em caso de crise, procure um hospital imediatamente para controlar a pressão. Há risco de AVC se você ficar uma hora ou mais com a pressão muito alta. A maioria dos casos é causada pelo stress, então uma mudança na sua forma de viver será necessária. Mate o sujeito que você era e faça outro melhor renascer. Não esqueça que o que causou sua doença era o jeito que você levava a sua vida. Todo tipo de estimulante deve ser evitado, tais como: Café, mate, bebidas energéticas, álcool, etc…

Por Rubens Vendramini


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