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Trauma pode modificar cérebro 23 de Janeiro de 2009

Posted by Geraldo Neto in Hipertensão, Pânico, Stress.
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Estudo da Unifesp liga stress pós-traumático a alteração cerebral que acarreta problemas de concentração e memória

Pesquisa desenvolvida na Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) comprova que pacientes que sofrem de transtorno do stress pós-traumático apresentam uma redução de 8% a 10% em duas regiões do cérebro – córtex pré-frontal e hipocampo -, o que compromete a capacidade de concentração, raciocínio e memória. Estudos anteriores haviam identificado o fenômeno em pacientes com quadros psiquiátricos graves, mas é a primeira vez que a análise foi feita em uma amostra da população comum.

Foram entrevistadas 2.700 pessoas, entre 15 e 75 anos, de diferentes regiões da cidade de São Paulo. Descobriu-se que 80% já haviam sido vítimas de violência ou vivenciado um trauma e, destas, cerca de 15% desenvolveram o transtorno. “Os entrevistadores foram treinados para identificar sintomas da doença. A maioria não sabia que tinha o problema”, conta Marcelo Feijó de Mello, coordenador do Programa de Atendimento a Vítimas de Violência (Prove), da Unifesp.

“A crítica que se fazia a esse tipo de pesquisa é que as alterações cerebrais haviam sido identificadas em pacientes internados com quadros graves e, portanto, podiam não ter ligação com o transtorno. Já esta é uma mostra mais próxima da realidade.”
Os entrevistados foram encaminhados para o Prove e divididos em dois grupos – os que desenvolveram e os que não desenvolveram stress pós-traumático. Por meio de ressonâncias magnéticas comprovou-se a alteração no cérebro. “Uma das hipóteses é que o desequilíbrio nos níveis do hormônio cortisol – ligado ao stress – possa causar a atrofia de algumas regiões do cérebro, pois são áreas muito sensíveis à substância”, explica a bióloga Andrea Jackowski, responsável pela análise dos exames.

“Outra hipótese que precisa ser pesquisada é a de que essas pessoas já possuíam as alterações cerebrais, o que as deixaria mais propensas a desenvolver stress pós-traumático. Nesse caso haveria um componente genético envolvido”, diz. Segundo a pesquisadora, a análise deve estar concluída até o fim do ano.

“Pretendemos estudar se outras regiões do cérebro também estão envolvidas com a doença e se há outros fatores de risco, como traumas na infância”, diz Andrea.
Além da possível alteração no cérebro, o desequilíbrio nos níveis de cortisol provoca queda na imunidade e deixa o portador mais propenso a desenvolver doenças degenerativas, como hipertensão, diabete e enfarte.

“Acreditamos que, se houver tratamento adequado e uma melhora geral do quadro, até mesmo os efeitos no cérebro podem ser revertidos”, diz o coordenador do Prove. Segundo Mello, a chance de melhora com terapia e medicamentos é de 60% a 70%.

Mas dados dos pacientes atendidos no centro da Unifesp mostram que apenas entre 10% e 15% dos portadores procuram ajuda e levam em média dois anos para perceber que têm o problema. Apesar de ser a quinta condição psiquiátrica mais comum no mundo – e ainda mais em São Paulo -, o stress pós-traumático é pouco conhecido, afirma Mello.

“A doença prejudica muito a qualidade de vida. Metade dos atendidos no Prove ou está aposentado ou de licença. Muitos não saem de casa sozinhos e não conseguem se relacionar bem com a família”, diz Mello.

A pesquisa está sendo feita em parceria com pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz e de diversas universidades do País, entre elas a Federal do Rio de Janeiro. Na capital fluminense foi feito levantamento semelhante ao de São Paulo, mas os dados ainda estão sob análise. “A pesquisa não está pronta, mas dados preliminares indicam que a incidência do transtorno é maior em São Paulo”, afirma o pesquisador Sérgio Andreoli.

Karina Toledo
O Estado de S.Paulo

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RELAXAR É MELHOR PARA EMAGRECER 22 de Janeiro de 2009

Posted by Geraldo Neto in Obesidade, Quem está obeso?, Stress.
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Relaxar pode ser uma forma mais eficaz de perder peso do que fazer dieta, sugeriu um estudo da Universidade de Otago, na Nova Zelândia.

A pesquisa acompanhou por dois anos o progresso de 225 mulheres com o peso acima da média e obesas que, divididas em três grupos, participaram de programas diferentes que incluíam meditação e visualização positiva; exercício físico e nutrição e folhetos com informações nutricionais.

Cada programa tinha a duração de dez semanas. O primeiro grupo foi o que teve mais sucesso na perda de peso – uma média de 2,5 quilos.

‘Nós descobrimos que a intervenção mais bem sucedida envolveu o intenso treinamento em técnicas de relaxamento ao mesmo tempo em que equipamos as mulheres para reconhecerem e evitarem estresse que leva (uma pessoa) a comer’, disse a coautora da pesquisa, Caroline Horwath, do Departamento de Nutrição Humana.

Longo prazo
Horwath disse que o fato de os programas “terem sucesso em impedir o aumento do peso por 12 meses é um resultado muito positivo”.

A pesquisa mostrou que mostrou que a abordagem dietética tradicional de restringir tanto calorias quanto tipos de alimento traz poucos resultados em se conseguir a perda de peso no longo prazo, afirmou Horwath.

“Dentro de cinco anos, várias pessoas em dieta recuperaram o peso que perderam e acabam mais pesadas do que quando começaram. Elas também tendem a desenvolver atitudes muito insalubres em relação a comida e perdem sua habilidade natural para reconhecer quando estão com fome ou saciadas.”

A abordagem sem dieta se concentra em melhorar o estilo de vida para reforçar a saúde independentemente da perda de peso, disse a pesquisadora.

“Todos os três tipos de intervenção no estudo encorajaram mulheres a se libertarem de dietas crônicas e a fazerem mudanças sustentáveis no seu estilo de vida. Isto incluiu prestar atenção na sensação de fome e saciedade, ao invés de se concentrar na perda de peso.”

“Nós fornecemos ferramentas para ajudá-las a lidar com pensamentos, emoções e atitudes para encorajá-las a recuperar o prazer de comer como uma atividade natural ligada à fome ao invés de ao estresse.”

O programa, adaptado de um desenvolvido pela Harvard Mind-Body Medical Institute, mostrou uma melhoria significativa na redução de sintomas psicológicos como ansiedade e depressão e sintomas médicos como dor, fadiga e insônia, concluiu Horwath.

O estudo foi divulgado no “American Journal of Health Promotion”.

da BBC Brasil
Folha Online

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