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Suplementos esportivos: Aminoácidos, ceatina e cafeína, melhoram o desempenho dos atletas? 27 de Abril de 2009

Posted by Geraldo Neto in Dicas, Hipertensão, Stress.
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Aminoácidos:

Suplementos compostos de aminoácidos não tem demonstrado benefícios positivos no desempenho dos atletas. Embora o requerimento diário de proteínas da dieta dos atletas seja maior, uma dieta típica destes esportistas  costuma ter um percentual maior de proteínas, não havendo a necessidade de uma suplementação. Em estudos clínicos, o tempo de exaustão muscular não aumentou com a suplementação de aminoácidos, não havendo também uma melhoria no desempenho dos praticantes de maratona.

Suplementos compostos de aminoácidos podem causar efeitos gastrointestinais, como a diarréia e as cólicas abdominais. A suplementação de aminoácidos não é proibida pela agências ligadas aos esportes, como o International Olympic Committee (IOC) e a National Collegiate Athletic Association (NCAA).

Creatina:

Uma melhoria no desempenho esportivo com o uso de creatina, tem sido demonstrada em alguns contextos. Uma análise de 16 estudos controlados, a suplementação de creatina aumentou a capacidade do levantamento de peso em homens jovens, no entanto, o mesmo não foi observado em mulheres ou em idosos.

O desempenho de corredores ou nadadores  parece não ser afetado positivamente com o uso da creatina. A creatina pode acarretar um aumento de peso em pouco tempo, por acarretar um incremento da composição da água corporal total. Estudos com usuários de longo prazo (1 ano ou mais) demonstraram uma maior tendência ao edema nas pernas, mas sem efeitos gastrointestinais relevantes ou uma piora da função renal. A segurança do uso da creatina em idosos ou portadores de doença renal não está comprovada.

Cafeína:

A cafeína é um estimulante capaz de aumentar o desempenho físico de corredores e ciclistas, de acordo com o resultado de alguns estudos. Os efeitos adversos da cafeína são a ansiedade, dependência física e efeitos neurológicos com a  interrupção de seu uso. Embora o International Olympic Committee (IOC) proíba concentrações urinárias de cafeína acima de 12 mcg por ml, a National Collegiate Athletic Association (NCAA) permite concentrações  de até 15 mcg por ml.

Fonte: American Family Physician(2008).

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Alimentação saudável em homens previne morte por doenças cardiovasculares, mas não por cânceres 27 de Abril de 2009

Posted by Geraldo Neto in Alimentação, Alimentos Funcionais, Dicas, Hipertensão.
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Um estudo correlacionou o padrão alimentar de homens, com o seu risco futuro de morte total, morte por doença cardiovascular ou morte por câncer. Os autores do estudo concluíram que um padrão alimentar saudável era capaz de prevenir  mortes por doenças cardiovasculares, mas não por cânceres.

A análise incluiu 40. 837 homens, entre 45 e 79 anos de idade, que responderam a um questionário sobre a ingestão de 96 diferentes tipos de alimentos. No início do estudo nenhum destes homens tinham o diagnóstico de doença cardiovascular ou qualquer tipo de câncer.

Os homens poderiam ser enquadrados em dois grupos principais: um que ingerira habitualmente um conjunto de 36 itens alimentares saudáveis (grupo com alto nível de alimentos recomendados) e outro grupo que ingeria um conjunto de 18 itens alimentares considerados maléficos (grupo com alto nível de alimentos não recomendados).

Após uma análise estatística detalhada dos dados, foram afastados vários fatores de confusão como a idade, educação, atividade física, tabagismo, uso de álcool, uso de suplementos alimentares, entre outros.  Entre os anos de 1998 e 2005, 4.501 mortes por todas as causas foram observadas (1394 por doenças cardiovasculares e 759 por cânceres).

Os homens que ingeriam mais  alimentos recomendados, apresentavam um risco relativo 80% menor de morte por todas as causas e 70% menor de morte por causas cardiovasculares. O grupo de homens que ingeriram mais alimentos não recomendados, apresentavam um risco relativo 21% e 27% maior de morte por todas as causas e por doenças cardiovasculares, respectivamente. Não houve uma influência significativa destes padrões alimentares sobre as mortes por câncer.

Fonte: European Journal of Clinical Nutrition (2009).

Dieta Dash pode reduzir a pressão 27 de Abril de 2009

Posted by Geraldo Neto in Alimentação, Alimentos Funcionais, Dicas, Hipertensão.
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A dieta DASH (Dietary Approaches to Stop Hypertension) surgiu nos Estados Unidos para o tratamento de pacientes portadores de hipertensão arterial. Esta dieta inclui o consumo de grãos e cereais integrais, frutas, legumes, verduras, leites e derivados desnatados, carnes magras, leguminosas ( feijão, ervilha, lentilha, grão-de-bico), nozes, castanhas, óleos vegetais ( milho, girassol, canola , soja, azeite de oliva), margarinas vegetais cremosas ou light. Os doces deverão ser usados com moderação e, de preferência, os de baixo valor calórico.

O padrão alimentar proporcionado pela dieta DASH  é efetivo no tratamento da hipertensão arterial , podendo reduzir os níveis pressóricos sistólicos (pressão arterial máxima) em 8 a 14 mmHg , sendo esse efeito , independente do conteúdo de sal (sódio) desta dieta. A dieta DASH é basicamente rica em potássio , o qual , efetivamente  auxilia na redução da pressão arterial.

Recomenda-se , em linhas gerais , que a dieta para hipertensos seja pobre em sal (sódio), mas rica em potássio , cálcio e magnésio. A dieta habitual contém de 10 a 12 gramas/dia de sal. É saudável uma pessoa ingerir até 6 gramas de sal por dia (100 mmol ou 2,4 gramas/dia de sódio), correspondente a quatro colheres de café (4 gramas) rasas de sal adicionadas aos alimentos, que contêm 2 gramas de sal. Para tanto, recomenda-se reduzir o sal adicionado aos alimentos, evitar o saleiro à mesa e reduzir ou abolir os alimentos industrializados, como enlatados, conservas, frios, embutidos, sopas, temperos, molhos prontos e salgadinhos

Dieta DASH- quantidades diárias recomendadas:

– Frutas: 4 porções .

– Grãos e cereais: 8 porções de ½ xícara de chá.

– Legumes e verduras:  4 a 5 porções de uma xícara de chá das cruas ou de ½ xícara das cozidas.

– Leites ou derivados: uma xícara de chá de leite ou iogurte desnatado ou uma fatia de queijo magro 3 vezes ao dia.

– Carnes magras :

Frango ( peito ), peixe e carne vermelha magra :

Duas porções de até 100 gramas. Além disso, deve-se usar até 6 gramas ( 6 colheres de café rasas ) de sal ao dia e não utilizar saleiro à mesa. Não se recomenda o uso de produtos industrializados como enlatados , conservas , temperos, sopas e molhos prontos , salgadinhos em geral , frios ( presunto, salame, copa, mortadela e salaminho ) e embutidos ( lingüiças e salsichas ).

Tempero dos alimentos:

Para dar sabor aos alimentos podemos usar temperos naturais, como o alho, cebola, cebolinha, cheiro verde, cominho, coentro, manjericão, salsinha, alecrim, louro, sálvia, gengibre, páprica, colorau, manjerona, orégano, noz moscada e pimenta.

Mitos e Verdades sobre Hipertensão 27 de Abril de 2009

Posted by Geraldo Neto in Hipertensão, Mitos e Verdades.
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Mito número 1: A hipertensão arterial  é uma doença curável.

A hipertensão arterial é uma doença que  pode ter cura, no entanto, este fato ocorre numa minoria dos casos.Em menos de 10% dos hipertensos encontramos uma causa curável para a doença.Na maioria das pessoas, a hipertensão arterial é uma doença causada por diversos fatores (chamada de doença multifatorial).Estes fatores atuam de uma forma conjunta e complexa. O avançar da  idade, raça, estresse psicossocial , história familiar, excesso de peso, sedentarismo, ingesta excessiva de sal, entre outros fatores , estão  envolvidos na gênese da doença.

Mito número 2: A  hipertensão arterial costuma causar sintomas, como a dor de cabeça.

A  hipertensão arterial  não costuma causar sintomas, principalmente  em  hipertensos crônicos. Por este motivo, a doença  é conhecida como a “matadora silenciosa”. Sintomas como dor de cabeça, mal estar, tonturas e sangramento nasal , não são um bom indicativo da  presença de hipertensão arterial .A  MAPA (monitorização ambulatorial da pressão arterial), exame que correlaciona valores da pressão arterial e os sintomas referidos pelo paciente ao longo do dia, reforça a natureza assintomática da doença.

Mito número 3: As pessoas devem apresentar um valor da pressão arterial relativamente constante.

A pressão arterial costuma variar a cada batimento cardíaco, de acordo com as atividades exercidas pelo indivíduo. A pressão arterial costuma ser maior em situações de estresse , excitação ou esforço físico ( exemplos: dirigir , participar de uma reunião de negócios ou durante a atividade sexual).Durante o período do sono , costuma haver uma queda fisiológica da pressão arterial (cerca de 10 a 20% a menos  quando comparada a pressão arterial média durante o dia).Os idosos apresentam uma grande variabilidade da pressão arterial, podendo num mesmo dia, apresentar valores discrepantes em curtos intevalos de tempo.

Mito número 4: É normal que as pessoas idosas tenham uma pressão arterial mais elevada.

A pressão arterial máxima ou sistólica costuma aumentar com a idade, enquanto que a pressão arterial mínima ou diastólica, não aumenta  (ou até diminui), após os 50 anos .Por isso, em idosos, é comum haver apenas uma elevação da pressão arterial máxima (hipertensão arterial sistólica isolada).Tanto para adultos como para idosos, uma pressão arterial sistólica maior ou igual a 140 mmhg é considerada sempre elevada. Nos idosos, a pressão arterial sistólica é a mais indicativa do desenvolvimento de complicações cardiovasculares, como o derrame cerebral , infarto do miocárdio e a insuficiência cardíaca.

Mito número 5 : A aproximação dos valores da pressão arterial máxima  com  os valores da pressão arterial mínima, é indicativa de um ataque cardíaco.

Esta situação mencionada acima, mais comumente vista em hipertensos mais jovens, nada mais é do que uma elevação isolada ou predominantemente  da pressão arterial mínima ou diastólica (exemplo: 130 / 98 mmHg).Embora este fato também acarrete um aumento do risco de complicações cardiovasculares com o passar do tempo , ele não é indicativo da ocorrência imediata de um ataque cardíaco (infarto do miocárdio).

Mito número 6: Iniciar uma medicação anti-hipertensiva pode deixar o organismo de um paciente hipertenso dependente da mesma.

A grande maioria dos hipertensos que inicia uma medicação anti-hipertensiva, acaba tendo que usá-la de uma forma contínua e indefinida, no entanto, mudanças significativas dos hábitos de vida  poderão resultar em uma normalização da pressão arterial. Nestes casos, a medicação anti-hipertensiva poderá não ser mais necessária, podendo ser suspensa sem acarretar prejuízos ao paciente.

Mito número 7 : Uma vez que a minha pressão arterial está controlada, poderei deixar de tomar a minha medicação.

A normalização da pressão arterial costuma ser fruto da ação de uma ou mais medicações anti-hipertensivas , além disso, as mudanças dos hábitos de vida são fundamentais. Como a ação destas drogas é transitória, a suspensão das mesmas  elevará novamente a pressão arterial.Em resumo, hipertensos que controlaram sua pressão arterial após a introdução de medicamentos, não devem suspendê-los sem uma devida orientação médica.

Mito número 8: No dia da consulta , não devo tomar a medicação antihipertensiva, pois só assim meu médico saberá  de fato  como está a minha pressão arterial.

Nos hipertensos em uso de medicação, a medida da pressão arterial sob o uso corrente destas drogas trará informações importantes sobre como está sendo o tratamento da doença. Logo , as medicações não deverão ser suspensas no dia da consulta.

Mito número 9 : As medicações anti-hipertensivas afetam o desempenho sexual.

Certos betabloqueadores, diuréticos ou a alfa-metil-dopa, podem atingir a esfera sexual. No entanto, hoje dispomos de inúmeras drogas  efetivas e bem toleradas , que não apresentam influência sobre o desempenho  sexual do paciente hipertenso.

Mito número 10: Medicamentos manipulados  são tão eficazes quanto os genéricos  ou  aqueles  de  formulação galênica (medicamento de referência).

Nunca troque o receituário de seu médico  no balcão da farmácia. As diretrizes dos especialistas em hipertensão arterial   costumam sugeriri o uso das medicações de formulação galênica (medicamento de referência ou similires). Os medicamentos genéricos , que passaram por testes de bioequivalência (comprovando sua efetividade) também podem ser usados. Evite as medicações manipuladas, pois são menos confiáveis .

Autor: Dr. Tufi Dippe Jr. (especialista em Hipertensão Arterial pela SBH).

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