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Transtorno do Pânico (TP) 17 de Maio de 2011

Posted by Geraldo Neto in Depressão, Hipertensão, Mitos e Verdades, Pânico, Sinais e Sintomas, Stress.
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A origem do nome pânico tem relação com a mitologia grega. O deus Pã, associado ao susto e fobias, deu origem ao termo utilizado.

Na atualidade, muito se fala a respeito do transtorno do pânico (TP), um distúrbio de ansiedade crônico que atinge cerca de três milhões e seiscentos mil brasileiros. Porém, em muitos meios, isso passa ainda sem um diagnóstico precoce ou correto. As pessoas com tal angústia dilaceradora, sofrendo de crises sem motivo algum ou inesperadas, procuram gerelamente médicos de outra especialidade e visitam pronto-socorros gerais e cardiológicos antes da ajuda especializada com psiquiatra.

Felizmente, a ciência tem feito um significativo avanço nos tratamentos recentes, colaborando na diminuição do sofrimento, preconceito e exclusão social a que tais pacientes são submetidos. AS diferenças de gênero também são importantes na escolha do melhor tratamento. As mulheres são, em média, duas vezes mais acometidas que os homens. A idade de início das crises situa-se, frequentemente, entre a adolescência e a terceira década de vida.

Principais sintomas do Transtorno do Pânico

O TP é caracterizado pela presença repetitiva de ataques de pânico. São crises espontâneas, súbitas, de mal estar e sensação ded perigo ou morte iminente, com vários sintomas e sinais de alerta como:

  • Sudorese
  • Tremores
  • Rubor facial
  • Taquicardia (batedeira no coração)
  • Taquipnéia (respiração curta e superficial)
  • Sensação de falta de ar
  • Sensação de sufocamento ou nó na garganta
  • Dor ou desconforto no torax
  • Tonturas
  • Formigamentos
  • Náuseas, vômitos e diarréias
  • Urgência urinária
  • Estranheza diante do mundo ou com relação a si mesmo

É importante freisarmos que os sintomas podem variar de acordo com cada pessoa. Pelo menos quatro sintomas são necessários para o disgnóstico.

Quais as causas?

Não há um único modelo explicativo. Os fatores mais importantes são:

  1. Predisposição genética: 35% dos parentes de primeiro grau de pacientes com TP sofrem do mesmo problema;
  2. Fatores biológicos: alterações na química cerebral envolvendo áreas do sistema nervoso central como o lócus ceruleus, o hipocampo e a amígdala, responsáveis pelas reações de alerta e medo. Os principais mensageiros químicos envolvidos são serotonina, a noradrenalina e, mais recentemente, o óxido nítrico e o glutamato;
  3. Emocionais e ambientais: pessoas com stress, depressão ou instabilidade afetivo-emocional são mais predispostas;
  4. Caracteristicas de personalidade: pessoas perfeccionistas, com dificuldade de dizer não, podem ser mais predispostas;
  5. Doenças clínicas associadas: pessoas com asma, broquite, prolapso de válvula cardíaca mitral parecem mais predispostas.

Há outros quadros psiquiátricos associados ao TP?

Sim, a agorafobia (medo de lugares ou situações onde possa se difícil ou embaraçoso escapar, como cinemas, shoppings, congestionamentos, bancos lotados) e a depressão são frequentes.

Prof. Dr. Joel Rennó Jr

Doutor em Psiquiatria pela Faculdade de Medicina da USP

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