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4 P’s do Stress no Trabalho 19 de Agosto de 2013

Posted by Geraldo Neto in Depressão, Dicas, Qualidade de Vida, Sinais e Sintomas, Stress.
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Todos nós já lemos ou estudamos sobre os 4 P´s do Marketing – produto, preço, promoção e ponto-de-venda. Estes 4 aspectos dos estudos mercadológicos foram cunhados por Jerome McCarthy, professor da Universidade de Michigan, em 1950.

Mas e os 4 P´s do stress no trabalho, alguém conhece ou ouviu falar? Muito provavelmente não, até porque acabo de criar este paralelo…

Todos lidamos, de uma forma ou de outra, com estes 4 P’s fundamentais do stress no trabalho. Alguns os administram de forma mais equilibrada, outros nem tanto. Certos profissionais absorvem menos seus efeitos, outros chegam a adoecer por conta disso. As reações, formas de lidar, estratégias de prevenção e de correção são certamente diferentes de pessoa para pessoa. Idem para as diferenças nas organizações, que possuem posturas e políticas muito diversas em relação ao tema. Mas uma coisa é fato: todos lidamos com estes 4 P’s de forma inegável em nossas rotinas, carreiras e trajetórias profissionais.

1. Pessoas

Este é certamente o primeiro e mais importante P. Por vezes esquecemos que somos (e que estamos tratando com) seres humanos. Passamos do ponto, abusamos do ritmo, nos engalfinhamos em disputas (por vezes desnecessárias) com outros profissionais. Seres que tem emoções, razões, racionais e reações diferentes das nossas. E o jogo corporativo fica ainda mais desafiador com opiniões conflitantes, posturas agressivas, comportamentos simulados, fofocas, encenações, complôs, cascas de banana, agendas duplas, interesses, etc. Tudo isso vem no pacote Pessoas,
e colabora muito para o nosso stress no trabalho. Pessoas diferentes tem perspectivas (outro P secundário) diferentes, por diferenças na origem, criação,família,costumes,formação,experiência profissional e história de vida. Temos em comum o mesmo código genético, mas nossos pensamentos e reações são fundamentalmente diferentes em muitos
casos.

No trabalho, onde somos pagos para produzir, temos que criar uma convivência civilizada com pessoas muito diferentes de nós, salvo raras exceções. Somos pagos para produzir o que se espera da função que ocupamos, quem sabe até superando as expectativas, o que pode nos gerar ascensão de carreira e novas oportunidades. Mas tudo isso depende de outras pessoas, além de nós mesmos. Pessoas que trabalham conosco, sejam elas nosso chefes, pares ou colaboradores de nossas equipes, fornecedores, clientes, investidores. Pessoas com quem podemos colaborar de
forma produtiva, ou não, que podem nos ajudar ou não, que podem nos atrapalhar ou não (e o inverso é absolutamente verdade).

Pare para pensar em quanto do stress proveniente do seu trabalho está diretamente ligado às pessoas: a reação inesperada de um colega, um rompante do chefe, o comentário mal digerido de um cliente, uma discussão acalorada por conta de um projeto, uma reação destemperada que você não esperava ter.

Somos (e temos que ser) profissionais. Mas antes disso, somos pessoas. Temos, sim, que saber reagir, saber administrar, saber levar, saber jogar para crescer e prosperar. Mas isso não quer dizer que não sintamos todos os efeitos dessa lida, deste desafio diário de conviver, aprender, ensinar ou mesmo ter que aturar outras pessoas não por escolha, mas por necessidade, para passar a maior parte do nosso dia, no trabalho.

2. Processo

Para uma empresa crescer e prosperar, ela deve desenvolver processos. É parte inegável das necessidades do crescimento, do aumento de porte, de mais pessoas trabalhando com os mesmos objetivos, às vezes em múltiplos locais, em diferentes línguas, com diferentes culturas. Processos significam a estrada pavimentada para que estas pessoas, os profissionais, possam produzir aquilo que é esperado de sua função, de forma orquestrada e sinérgica. Algumas empresas tem processos para tudo. Outras, quase para nada. Os dois cenários podem causar stress. Se trabalho numa multinacional ou empresa mais burocratizada e quero implementar algo novo, via de regra estou preso a processos e procedimentos, que são a forma de manter a organização organizada. Ao mesmo tempo, se na empresa que trabalho não existem processos e cada um faz as coisas como bem entende ou acha que deve, as chances de caos são enormes, bem como a perda de oportunidades, acúmulo de problemas, entre outras consequências. Tudo isso causa stress, seja porque quero fazer mais e não posso, ou porque não consigo na velocidade que quero ou que o mercado exige.

Podemos levar isso para casa, podemos nos consumir, descontar isso nos colegas ou subordinados, na família, ou na saúde. O grau de convivência construtiva que temos com os processos de nossas empresas reflete muito sobre o quão estressados estamos ou podemos nos tornar.

3. Produtividade

A partir da convivência (construtiva ou não) com outras pessoas e com os processos da empresa, podemos ser mais ou menos produtivos. Nosso objetivo é sempre a maior produtividade possível, o que traz junto com ela o stress gerado pelas demandas e pressões por desempenho, o eterno dar conta de mais e mais projetos e afazeres do trabalho.

Tecnologia? Está aí para nos ajudar a ser mais produtivos. Fato.

Mas também para nos controlar e nos viciar, para nos manter plugados no trabalho o tempo todo. Fato.

Queremos ser produtivos. Somos pagos para isso. E se não conseguimos produzir como esperado? Mais stress ainda. Pressão para chegar lá (onde?) interna de nós mesmos ou externa do time, do chefe, do cliente ou do mercado.

E a produtividade também pode ser entendida como os entregáveis finais do nosso trabalho: o lucro (p de profit), a conversão do novo cliente (prospect), a manutenção do cliente atual (parceria), entre outros. Todos com seu grau inerente de exigência e stress gerado, no ambiente do trabalho e em nossas vidas pessoais.

4. Prazo

Por fim, o P que sempre nos acompanha como uma espada sobre a cabeça: o prazo. Temos prazos para tudo, deadlines e cronogramas, datas a serem cumpridas e calendários nos vigiando o tempo todo. Sonhamos com o momento em que um projeto estará entregue, esquecendo que quando isso chegar, teremos vários outros na pauta. Com mais e mais responsabilidades no trabalho, temos que ser multifuncionais.

Como ainda não inventaram uma forma de flexibilizar o tempo, e como os prazos nos exigem, empurram e medem nossa produtividade e entrega, o que fazemos? Trabalhamos mais. Invadimos as noites, abortamos o tempo da academia, emendamos o almoço no trabalho, abrimos mão do tempo com a família, levamos trabalho para o final de semana, produzimos no avião, no banheiro, na salade espera ou até dentro do carro. Temos que cumprir, dar conta, entregar no prazo. Tudo isso com o stress como efeito diretamente proporcional.

Pessoas, processos, produtividade e prazos. 4 aspectos fundamentais do trabalho, do crescimento econômico e do sucesso no mundo dos negócios. 4 forças motrizes ou elementos-chave na geração do stress do trabalho, o stress ocupacional que pode invadir nossas vidas pessoais, nossa saúde, nossa sanidade, nosso propósito de vida. E que podem retornar com igual força e impacto no resultado das empresas: em suas pessoas, em seus processos, em sua produtividade e em seu cumprimento de prazos.

4 P´s que podem ser absolutamente construtivos ou destrutivos, no âmbito individual,empresarial e da sociedade como um todo.

Por André Caldeira

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Transtornos Psiquiátricos mais frequentes 19 de Agosto de 2013

Posted by Geraldo Neto in Sem categoria.
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  • Stress: Quem não é um pouco estressado hoje em dia? Mas esse pouco pode se transforma em muito doente. Sintomas: aumento da pressão e do colesterol, arteriosclerose, derrames, infartos, diabetes, gastrites e úlceras, intestino preso, diarréia e gases, acne, falta de memória, diminuição do interesse sexual, astenia, aumento ou diminuição do sono, falta de energia.

 

  • Síndrome do pânico: A síndrome do pânico não é uma doença, mas sim uma reação do organismo a um “stress” atual ou passado. Sintomas: taquicardia, sudorese, falta de ar, tremores, fraqueza nas pernas, ondas de frio ou de calor, tonturas, sensação de que o ambiente está estranho, de que vai desmaiar, de que vai ficar louco ou de que vai engasgar com alimentos, crises de suor, pensamentos que não saem da cabeça de que sofrem de doença grave, mesmo com exames negativos, ou de que poderiam fazer mal a si mesmo ou a outras pessoas, medo de tudo, até de sentir medo novamente.

 

  • Depressão: Tristeza, falta de interesse, pessimismo, apatia, indecisão, negativismo, aumento ou diminuição do sono, emagrecimento ou obesidade, dificuldade de concentração ou de se alegrar, diminuição da energia, preguiça, falta de vontade para as atividades do dia-a-dia.

 

  • Distúrbio obcessivo-compulsivo: Inclui jogo, sexo, compras, gastos excessivos, pequenos furtos, sensação de que o corpo está deformado. A pessoa fica escrava dos próprios pensamentos e repetição de atos, pois sabem que eles não fazem sentido, mas não conseguem evitá-los. O tratamento é longo com medicação e psicoterapia.

 

  • Anorexia nervosa: Mas freqüente em meninas adolescentes, mas também ocorre em homens e mulheres adultas. A pessoa emagrece muito e faz excesso de exercício físico. Mulheres param de menstruar. Em casos mais graves há enfraquecimento dos cabelos e das unhas e o paciente pode morrer ou torna-se crônico.

 

  • Bulimia: Pode ser uma doença independente ou fazer parte da Anorexia Nervosa. Consiste em ingerir quantidades enormes de alimento e depois provocar vômito ou diarréias. O paciente pode morrer por distúrbio hidroeletrolítico sem apresentar emagrecimento, o que torna a doença ainda mais grave e de difícil diagnóstico que a anorexia. Em ambas o paciente não costuma perceber o problema e quem observa são os familiares e amigos.

 

  • Hiperatividade e déficit de atenção: Doença que se inicia na infância e pode ou não permanecer na idade adulta. Mais diagnosticada na idade escolar, quando a criança parece não escutar o que lhe dizem, distrai-se facilmente, não completa os deveres, tem caligrafia lenta e laboriosa, é desorganizado, perde objetos, deixa cair as coisas da Mão, não consegue ficar sentado na sala e está sempre interrompendo o professor. Pode levar a sérias dificuldades na escola, no trabalho e no convívio social.

Identifique sinais de estresse e evite que os sintomas se intensifiquem 19 de Agosto de 2013

Posted by Geraldo Neto in Alimentação, Atividade Físicas, Dicas, Hipertensão, Qualidade de Vida, Sinais e Sintomas, Stress.
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No começo o estresse é apenas um estado de alerta. O corpo dá os primeiros sinais de que algo mudou: os músculos ficam contraídos e aumenta a produção de adrenalina. A pessoa está pronta para o que der e vier, fica alerta para o que se passa ao seu redor. De acordo com a especialista em estresse, Marilda Lipp, essa é a fase positiva, que prepara a pessoa para lidar com qualquer eventualidade.

Só que o efeito positivo do estresse deve durar, no máximo, 24 horas. A partir daí, é preciso cuidado para não entrar na fase de resistência. É quando mesmo depois de dormir uma noite inteira, ao acordar, a pessoa se sente cansada e a memória fica comprometida. “Esquecer de fazer uma ligação, esquecer onde colocou a chave. São esquecimentos bobos do dia a dia. É como se a vida tivesse pesando muito”, explica a especialista.

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A evolução do estresse não tem um prazo definido, mas as duas últimas etapas são as mais perigosas. A terceira fase é chamada de quase exaustão. Entre os sintomas estão: irritabilidade, gastrite, oscilação da pressão arterial, alteração da glicemia, queda de cabelo, ansiedade e depressão.

Até identificar que estava neste nível do estresse, qualquer barulho irritava a biomédica Loreta Pereira França. “Já fui parar duas vezes no pronto socorro com aumento de pressão repentina, de ter que ficar dois dias em repouso. É por isso que você precisa de ajuda”, relata Loreta. Ela toma remédios para controlar a ansiedade e sabe que sem o tratamento, poderia chegar ao último estágio.

Segundo a especialista em estresse, a fase da exaustão pode levar até a morte. A pessoa pode ter um enfarte, um derrame cerebral ou um câncer. “Logicamente não é o estresse que causa essas doenças, mas o estresse enfraquece o organismo e debilita a pessoa de tal maneira que outras doenças, que já estiverem geneticamente programadas, começam a ocorrer”, alerta Marilda.

Cada pessoa reage de uma maneira às fases do estresse. Por isso, antes de ficar doente, é importante colocar na rotina um tempo para a família, cuidados com o corpo e atividades que te façam sentir bem. “Na área emocional você deveria saber seu limite. Saber dizer não e manter atitude positiva frente à vida”, indica a especialista.

No ateliê de artesanato, Paula que trabalha como advogada tem um compromisso semanal com a saúde da mente. “Eu sinto muita paz e tranquilidade. Minha cabeça parece que esvazia e eu fico completamente relaxada. Isso me ajuda muito”, conta Paula.
Verifique se você tem sintomas de estresse:

Fonte: Centro Psicologico de Controle do Estresse – PUC Campinas
Marilda Lipp, psicóloga e especiliasta em estresse

Assinale os itens que indiquem como se sente neste momento:
1. Ombros levantados
2. 2. Dor ou tensão nas costas
3. 3. Aperto de mandíbula
4. Tensão ou dor na nuca
5. 5. Hiperacidez estomal (azia)
6. 6. Irritabilidade excessiva
7. 7. Boca seca
8. Taquicardia, ou coração batendo rápido demais
9. Suor excessivo
10. Mãos ou pés frios
11. Respiração ofegante
12. Desorganizado, não sabendo onde colocou as coisas.

Verifique o significado de sua pontuação:

Se não assinalou nenhum:
Parabéns, seu corpo está em pleno funcionamento no que se refere ao stress.

Se assinalou de 1 a 3:
A vida pode estar um pouco estressante para você. Avalie o que está ocorrendo. Veja o que está exigindo tanto de sua resistência. Pode ser o mundo lá fora ou pode ser você mesmo. Fortaleça o seu organismo.

Se assinalou de 4 a 8:
Há sinais de que seu nível de stress está alto e algo está exigindo demais seu organismo. Pode estar chegando no seu limite. Considere uma mudança de estilo de vida e de hábitos. Analise em que seu próprio modo de ser pode estar contribuindo para a tensão que está sentindo.

Se assinalou mais do que 8:
Seu nível de stress parece estar altíssimo. Seria bom consultar um psicólogo especialista em stress para fazer um diagnóstico. Sem dúvida, você tem fontes de stress representadas pelo mundo ao seu redor (pode ser família, ocupação, sociedade, etc) e fontes internas ( seu modo de pensar, de sentir e de ser) com as quais precisa aprender a lidar.

Por: Hellen Sacconi

Campinas, SP

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