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Gerencie seu Stress 17 de Setembro de 2013

Posted by Geraldo Neto in Alimentação, Atividade Físicas, Dicas, Hipertensão, Mitos e Verdades, Pânico, Qualidade de Vida, Sinais e Sintomas, Stress.
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O que acontece quando você está estressado ?

Stress é o que você sente quando você tem que lidar com mais do que você está acostumado. Quando você está estressado , seu corpo reage como se estivesse em perigo. Ela produz hormônios que aceleram o coração, fazer você respirar mais rápido , e dar-lhe uma explosão de energia. Isso é chamado de resposta ao estresse de luta ou fuga.

Algum stress é normal e até mesmo útil. O estresse pode ajudar se você precisa trabalhar duro ou reagir rapidamente. Por exemplo , ele pode ajudá-lo a vencer uma corrida ou terminar um trabalho importante no tempo.

Mas se o stress acontece com muita freqüência ou dura muito tempo, pode ter efeitos ruins. Ele pode ser ligado a dores de cabeça, uma dor de estômago , dor nas costas e problemas para dormir. Ele pode enfraquecer seu sistema imunológico, tornando-o mais difícil de combater a doença. Se você já tem um problema de saúde, o stress pode torná-lo pior . Pode fazer-lhe mal-humorado, tenso ou deprimido. Seus relacionamentos podem sofrer , e você não pode fazer bem no trabalho ou na escola.

O que você pode fazer sobre stress?

A boa notícia é que você pode aprender maneiras de gerenciar o estresse. Para obter o stress sob controle:

Procure descobrir o que está causando stress em sua vida.
Procure maneiras de reduzir a quantidade de estresse em sua vida.
Aprenda maneiras saudáveis ​​de aliviar o stress ou reduzir seus efeitos nocivos.
Como você mede o seu nível de stress?
Às vezes, é claro que o stress está vindo não se sabe de onde. Outras, você pode contar com o stress durante uma grande mudança de vida, como a morte de um ente querido, casar ou ter um bebê. Mas outras vezes, pode não ser tão claro por que você se sentir estressado.

É importante descobrir o que provoca stress para você. Todo mundo se sente e responde ao stress de forma diferente. Manter um diário de stress pode ajudar. Compre um caderno e anote quando algo faz você se sentir estressado. Em seguida, escreva como você reagiu eo que você fez para lidar com o stress. Manter um diário de stress pode ajudá-lo a descobrir o que está causando o stress e quanto stress que você sente. Então você pode tomar medidas para reduzir o estresse ou manipulá-lo melhor.

Para descobrir como salientou e como você está agora, usar esta ferramenta interativa:

Qual é o seu nível de stress?

Como você pode evitar o stress?

O estresse é um fato da vida para a maioria das pessoas. Você pode não ser capaz de se livrar do sertãs, mas você pode procurar maneiras de reduzi-lo.

Você pode tentar algumas destas idéias:

Saiba melhores maneiras de gerenciar o seu tempo. Você pode fazer mais com menos stress, se você fizer uma programação. Pense em coisas que são mais importantes e fazer primeiros.
Encontrar melhores maneiras de lidar com as situações. Olha como você tem lidado com o stress. Seja honesto sobre o que funciona e o que não funciona. Pensar em outras coisas que podem funcionar melhor.
Cuide bem de si mesmo. Descanse bastante. Alimente-se bem. Não fume. Limitar a quantidade de álcool que você bebe .
Experimentar novas formas de pensar. Quando você está começando a se preocupar, para tentar parar os pensamentos. Trabalhar em desapego das coisas que você não pode mudar. Aprenda a dizer “não”.
Falar. Não ser capaz de falar sobre as suas necessidades e preocupações gera stress e pode fazer sentimentos negativos pior. Comunicação assertiva pode ajudar a expressar o que sente de uma forma consciente , tato .
Pedir ajuda. As pessoas que têm uma forte rede de familiares e amigos gerir melhor o stress .
Às vezes, o stress é muito para lidar sozinho. Conversando com um amigo ou membro da família pode ajudar, mas você também pode precisar de um conselheiro.

Como você pode aliviar o stress?

Você vai se sentir melhor se você pode encontrar maneiras de obter o stress fora de seu sistema . As melhores maneiras de aliviar o stress são diferentes para cada pessoa. Tente algumas destas ideias para ver quais funcionam para você :

Exercício. O exercício regular é uma das melhores maneiras de gerenciar o estresse. Andar a pé é uma ótima maneira de começar.
Escrever . Ele pode ajudar a escrever sobre as coisas que estão incomodando .
Deixe seus sentimentos para fora. Falar, rir, chorar, e expressar raiva quando você precisa de alguém que você confia.
Faça algo que você goste. Um hobby pode ajudar a relaxar. Trabalho voluntário ou trabalho que ajuda os outros pode ser um grande apaziguador do stress.
Aprenda maneiras de relaxar seu corpo. Isso pode incluir exercícios de respiração , exercícios de relaxamento muscular, massagens, aromaterapia, yoga ou exercícios de relaxamento, como tai chi e qi gong .
Concentre-se no presente. Tente meditação, exercícios de imagens, ou auto -hipnose. Ouvir música relaxante. Tente olhar para o humor na vida. O riso realmente pode ser o melhor remédio.

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Como o estresse afeta sua saúde 27 de Agosto de 2013

Posted by Geraldo Neto in Alimentação, Alimentos Funcionais, Atividade Físicas, Depressão, Dicas, Dieta, Hipertensão, Mitos e Verdades, Obesidade, Pânico, Qualidade de Vida, Sinais e Sintomas, Stress.
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Stress:

Nós todos sentimos isso. Às vezes, o stress pode ser uma força positiva, motivando-nos para um bom desempenho. Mas muitas vezes – como quando você está preso no trânsito – é uma força negativa. Se você experimentar o stress durante um período prolongado de tempo, ela pode se tornar crônica – a menos que você tomar uma atitude.

A reação natural:

Alguma vez você já se encontrou com as mãos suadas em uma alguma data especial ou sentiu seu coração bater durante um filme de terror? Então você sabe que você pode sentir o stress, tanto o corpo quanto na mente.

Esta resposta automática desenvolvida em nossos sistemas, como forma de proteger-nos. Confrontado com o perigo, o corpo entra em ação, inundando o corpo com hormônios que elevam a sua frequência cardíaca, aumentar a pressão arterial, aumentar a sua energia e se preparar para lidar com o problema.

Você provavelmente vai enfrentar múltiplos desafios no seu dia-a-dia, como o cumprimento de prazos, pagar contas e fazer malabarismos com o cuidado com filhos ou de crianças que fazem o seu corpo reagir da mesma maneira. Como resultado, o sistema de alarme natural do seu corpo – a “luta ou fuga” resposta – pode ser colocado na posição ligado. E isso pode ter consequências graves para a sua saúde.

Pontos de pressão:

Mesmo de curta duração, pouco stress pode ter um impacto. Você pode ter uma dor de estômago antes de ter que fazer uma apresentação, por exemplo. Um stress agudo, causada por uma briga com seu cônjuge ou um evento como um terremoto ou ataque terrorista, pode ter um impacto ainda maior.

Vários estudos têm mostrado que essas tensões emocionais súbitas – especialmente a raiva – pode desencadear ataques cardíacos, arritmias e até mesmo morte súbita. Embora isso aconteça principalmente em pessoas que já têm doença cardíaca, algumas pessoas não sabem que têm um problema até que o stress agudo provoque um ataque cardíaco ou algo pior.

O estresse crônico:

Quando o stress começa a interferir na sua capacidade de viver uma vida normal por um período prolongado, torna-se ainda mais perigoso. Quanto maior for o stress, pior é será para a sua mente e corpo. Você pode se sentir cansado, incapaz de se concentrar ou irritável sem uma boa razão, por exemplo. Mas as causas de stress crônico desgaste em seu corpo também.
O stress pode tornar os problemas existentes maiores. Em um estudo, por exemplo, cerca de metade dos participantes viram melhorias na cefaléia crônica depois de aprender a parar o hábito de produção de stress “catastróficos”, ou constantemente pensamentos negativos sobre sua dor crônica. Estresse também pode causar doenças, ou por causa de mudanças no seu corpo ou por comer em excesso, tabagismo e outros maus hábitos que as pessoas usam para lidar com o stress. O stress no trabalho – alta demanda aliada à baixa capacidade de decisão – é associado com aumento do risco de doença coronariana, por exemplo. Outras formas de stress crônico, como a depressão e baixos níveis de apoio social, também têm tido grandes implicações no aumento do risco cardiovascular . E uma vez que você está doente, o stress pode também torná-lo mais difícil de recuperar. Uma análise de estudos anteriores, por exemplo, sugere que pacientes cardíacos com os chamados “Tipo D” personalidades – caracterizadas por stress crônico – sofrem mais riscos de má resultado.

O que você pode fazer:

Reduzindo os níveis de stress não só pode fazer você se sentir melhor agora, mas também pode proteger a sua saúde a longo prazo.

Em um estudo, os pesquisadores examinaram a associação entre o “efeito positivo” – sentimentos como felicidade, alegria, contentamento e entusiasmo – e o desenvolvimento de doença arterial coronariana. Eles descobriram que, para cada aumento de um ponto no efeito positivo sobre a escala de cinco pontos, a taxa de doenças cardíacas diminuiu em 22 por cento.

Embora o estudo não prova que o aumento do efeito positivo diminui os riscos cardiovasculares, os pesquisadores recomendam aumentar a sua influência positiva, fazendo um pouco de tempo para atividades agradáveis todos os dias.

Outras estratégias para reduzir o stress incluem:

Identificar o que está causando o stress. Monitore seu estado de espírito ao longo do dia. Se você se sentir estressado, anote a causa, seus pensamentos e seu humor. Uma vez que você sabe o que está te incomodando, poderá desenvolver um plano para lidar com isso. Isso pode significar o ajuste de expectativas mais razoáveis para si e para os outros ou pedir ajuda com as responsabilidades domésticas, atribuições de trabalho ou outras tarefas.

Listar todos os seus compromissos, avaliar suas prioridades e, em seguida, eliminar todas as tarefas que não são absolutamente essenciais.

Construir relacionamentos fortes. Relacionamentos podem ser uma fonte de stress. A investigação descobriu que, reações hostis negativas com o seu cônjuge causar mudanças imediatas nos hormônios de stress sensíveis. Os relacionamentos também podem servir como buffers de stress. Estenda a mão para os membros da família ou amigos próximos e que eles saibam que você está tendo um momento difícil. Eles podem ser capazes de oferecer assistência prática e apoio, ideias úteis ou apenas uma nova perspectiva quando você começa a lidar com o que está causando o stress.

Pare quando você está com raiva. Antes de reagir, procure tempo para se reagrupar contando até 10. Então reconsiderar.

Andar a pé ou outras atividades físicas também pode ajudá-lo a funcionar fora do vapor. Além disso, o exercício aumenta a produção de endorfinas, natural humor reforço do seu corpo. Comprometa-se com uma caminhada diária ou outra forma de exercício – um pequeno passo que pode fazer uma grande diferença na redução dos níveis de stress.

Descanse sua mente. De acordo com levantamento na América, o stress mantém mais de 40 por cento dos adultos deitado acordado à noite. Para ajudar a garantir que você obtenha melhor resultado, o recomendado são de sete a oito horas de sono, cortar na cafeína, remover distrações como a televisão ou computadores. A começar de seu quarto e ir para a cama na mesma hora todas as noites.

A pesquisa mostra que atividades como ioga e exercícios de relaxamento não só ajudam a reduzir o stress.

Se você continuar a sentir-se oprimido, consultar com um psicólogo ou outro profissional licenciado de saúde mental que podem ajudá-lo a aprender a gerir o stress de forma eficaz. Ele ou ela pode ajudá-lo a identificar situações ou comportamentos que contribuem para o stress crônico e, em seguida, desenvolver um plano de ação para mudá-las.

Por: Psicologia da Associação Americana agradece a assistência de David S. Krantz, PhD, Beverly Thorn, PhD, e Janice Kiecolt-Glaser, PhD, no desenvolvimento desta ficha.

Transtorno do Pânico (TP) 17 de Maio de 2011

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A origem do nome pânico tem relação com a mitologia grega. O deus Pã, associado ao susto e fobias, deu origem ao termo utilizado.

Na atualidade, muito se fala a respeito do transtorno do pânico (TP), um distúrbio de ansiedade crônico que atinge cerca de três milhões e seiscentos mil brasileiros. Porém, em muitos meios, isso passa ainda sem um diagnóstico precoce ou correto. As pessoas com tal angústia dilaceradora, sofrendo de crises sem motivo algum ou inesperadas, procuram gerelamente médicos de outra especialidade e visitam pronto-socorros gerais e cardiológicos antes da ajuda especializada com psiquiatra.

Felizmente, a ciência tem feito um significativo avanço nos tratamentos recentes, colaborando na diminuição do sofrimento, preconceito e exclusão social a que tais pacientes são submetidos. AS diferenças de gênero também são importantes na escolha do melhor tratamento. As mulheres são, em média, duas vezes mais acometidas que os homens. A idade de início das crises situa-se, frequentemente, entre a adolescência e a terceira década de vida.

Principais sintomas do Transtorno do Pânico

O TP é caracterizado pela presença repetitiva de ataques de pânico. São crises espontâneas, súbitas, de mal estar e sensação ded perigo ou morte iminente, com vários sintomas e sinais de alerta como:

  • Sudorese
  • Tremores
  • Rubor facial
  • Taquicardia (batedeira no coração)
  • Taquipnéia (respiração curta e superficial)
  • Sensação de falta de ar
  • Sensação de sufocamento ou nó na garganta
  • Dor ou desconforto no torax
  • Tonturas
  • Formigamentos
  • Náuseas, vômitos e diarréias
  • Urgência urinária
  • Estranheza diante do mundo ou com relação a si mesmo

É importante freisarmos que os sintomas podem variar de acordo com cada pessoa. Pelo menos quatro sintomas são necessários para o disgnóstico.

Quais as causas?

Não há um único modelo explicativo. Os fatores mais importantes são:

  1. Predisposição genética: 35% dos parentes de primeiro grau de pacientes com TP sofrem do mesmo problema;
  2. Fatores biológicos: alterações na química cerebral envolvendo áreas do sistema nervoso central como o lócus ceruleus, o hipocampo e a amígdala, responsáveis pelas reações de alerta e medo. Os principais mensageiros químicos envolvidos são serotonina, a noradrenalina e, mais recentemente, o óxido nítrico e o glutamato;
  3. Emocionais e ambientais: pessoas com stress, depressão ou instabilidade afetivo-emocional são mais predispostas;
  4. Caracteristicas de personalidade: pessoas perfeccionistas, com dificuldade de dizer não, podem ser mais predispostas;
  5. Doenças clínicas associadas: pessoas com asma, broquite, prolapso de válvula cardíaca mitral parecem mais predispostas.

Há outros quadros psiquiátricos associados ao TP?

Sim, a agorafobia (medo de lugares ou situações onde possa se difícil ou embaraçoso escapar, como cinemas, shoppings, congestionamentos, bancos lotados) e a depressão são frequentes.

Prof. Dr. Joel Rennó Jr

Doutor em Psiquiatria pela Faculdade de Medicina da USP

Stress pós-traumático 8 de Abril de 2011

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O que é?
O transtorno de stress pós-traumático pode ser entendido como a perturbação psíquica decorrente e relacionada a um evento fortemente ameaçador ao próprio paciente ou sendo este apenas testemunha da tragédia. O transtorno consiste num tipo de recordação que é melhor definido como revivescência pois é muito mais forte que uma simples recordação. Na revivescência além de recordar as imagens o paciente sente como se estivesse vivendo novamente a tragédia com todo o sofrimento que ela causou originalmente. O transtorno então é a recorrência do sofrimento original de um trauma, que além do próprio sofrimento é desencadeante também de alterações neurofisiológicas e mentais.

Diagnóstico
O primeiro aspecto a ser definido é a existência de um evento traumatizante. Aquele suficientemente marcante, não há dúvidas quanto a ser ameaçador à vida ou à integridade individual, como os seqüestros, assaltos violentos, estupros. Há, contudo certos eventos que podem não ser considerados graves como um acidente de carro sem vítimas. Mesmo assim caso uma pessoa venha a apresentar o quadro de estresse pós-traumático perante uma situação que poderia não ser considerada forte o suficiente para causar danos à maioria das pessoas, pode causar danos para outras. Com certeza, um evento marcante, fora da rotina, que de alguma forma represente uma ameaça, tem que ter acontecido: sem isso não será possível fazer o diagnóstico, pois a definição dele envolve o evento externo. Os sintomas têm que estar diretamente relacionados ao evento estressante, as imagens, as recordações e as revivescência têm que ser a respeito do ocorrido e não sobre outros fatos quaisquer ainda que ameaçadores.
Para o diagnóstico é essencial que a pessoa tenha experimentado ou testemunhado um evento traumatizante ou gravemente ameaçador. Quando esse evento ocorre é necessário também que a pessoa tenha apresentado uma resposta marcante de medo, desesperança ou horror imediatamente após o evento traumático. Depois isso o indivíduo deve passar a ter recordações vivas, intrusivas (involuntárias e abruptas) do evento, incluindo a recordação do que pensou, sentiu ou percebeu enquanto vivia o evento traumático. Podem ocorrer pesadelos baseados no tema. Sentir como se o evento fosse acontecer de novo, chegando a comportar-se como se estivesse de fato vivendo de novo o evento traumático. Nesses eventos é possível que o paciente tenha flashbacks ou alucinações com as imagens do evento traumático. As situações que lembram o evento causam intenso sofrimento e são evitadas. Ter de expor-se novamente ao local pode ser insuportável para o paciente. Por isso o paciente passa a evitar os assuntos que lembrem o evento, como também as conversas, pessoas, objetos e sensações, tudo que se relacione ao trauma. A recordação dos aspectos essenciais do trauma pode também ser apagada da memória. A pessoa pode afastar-se do convívio social e outras atividades mesmo que não relacionadas ao evento. Pode passar a sentir-se diferente das outras pessoas. Pode passar a ter dificuldade de sentir determinadas emoções, como se houvesse um embotamento geral dos afetos. Pode passar a encarar as coisas com uma perspectiva de futuro mais restrita, passando a viver como se fosse morrer dentro de poucos anos, sem que exista nenhum motivo para isso.
Outros sintomas podem ser também insônia, irritabilidade, dificuldade de concentração, respostas exageradas a estímulos normais ou banais.
Para se fazer o diagnóstico é preciso que esses sintomas estejam presentes por no mínimo um mês. Caso o tempo seja inferior a isso não significa que a pessoa não teve nada, só não se pode dar esse diagnóstico.
Certos sintomas não compõem o diagnóstico, mas podem ser encontrados nos paciente com  stress pós-traumático como dor de cabeça, problemas gastrintestinais, problemas imunológicos, tonteiras, dores no peito, desconfortos.

Considerações
O transtorno de stress pós-traumático é provavelmente um transtorno muito comum, porém pouco conhecido, como nas décadas passadas foram desconhecidos porém freqüentes os transtornos de pânico, fobia social, obsessivo compulsivo. O stress pós-traumático se diferencia dos demais transtornos de ansiedade e da maioria dos transtornos mentais por ser causado a partir de um fator externo. O aparato mental do homem é capaz de lidar com situações estressantes sem que isso deixe cicatrizes, da mesma forma que os vasos sanguíneos são capazes de suportar elevações da pressão arterial durante o exercício físico normalmente. Há, contudo limites a partir dos quais o funcionamento mental fica perturbado. Provavelmente isso ocorre quando os mecanismos de enfrentamento e suporte contra estresse são fracos ou quando os estímulos são fortes demais.
Quando surgirá o transtorno não podemos saber, o fato de uma pessoa ter passado por um trauma não significa necessariamente que ela terá estresse pós-traumático. Observa-se que num mesmo evento, algumas pessoas podem apresentar esse transtorno e outras não. Essas variações nos levam a julgar que existem também predisposições pessoais a este problema, o que de fato tem sido constatado. Pessoas com outros problemas de ansiedade prévios apresentam maior susceptibilidade a desenvolverem o estresse pós-traumático.

Grupo de Risco e Curso
Qualquer pessoa pode desenvolver stress pós-traumático, desde uma criança até um ancião. Os sintomas não surgem necessariamente logo após o evento, podem levar meses. O intervalo mais comum entre evento traumatizante e o início dos sintomas são três meses. Muitas pessoas se recuperam dos sintomas em seis meses aproximadamente, outras podem ficar com os sintomas durante anos.

Tratamento
Os tratamentos preconizados ainda não são plenamente satisfatórios ou estão em início de investigação. Até recentemente a única medicação autorizada oficialmente para tratamento do stress pós-traumático nos EUA era a sertralina, que continua sendo indicada. Uma medicação promissora talvez mais eficaz que a sertralina é o topiramato. As primeiras investigações com ele mostraram uma resposta altamente satisfatória. Quem não obteve resposta com o tratamento convencional pode experimentar esse novo anticonvulsivante e estabilizador do humor.

Última Atualização: 15-10-2004
Ref. Bibliograf: Liv 01 Liv 02 Liv 05 Liv 14 Psychiatry Res. 1998; 81: 179-193
Epidemiological and Phenomenological Aspects of Post-Traumatic Stress Disorder
Michael Maes

Sinais e Sintomas do Stress 7 de Abril de 2011

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O stress é difícil para os cientistas definirem, pois é um fenomeno altamente subjetivo.

É diferente para cada um de nós.

Coisas que são perturbadoras para alguns indivíduos pode ser prazerosas para os outros.

Também respondem ao stress de maneira diferente.

Algumas pessoas ficam vermelhas, algumas comem mais, enquanto outros crescem pálidas ou comem menos. Existem numerosas mudanças físicas, bem como as respostas emocionais, como ilustrado pela seguinte lista de cerca de 50 sinais e sintomas comuns de stress.

1. Dores de cabeça freqüentes, aperto da mandíbula ou dor;
2. Insônia, pesadelos, perturbando sonhos;
3. Ranger os dentes;
4. Dificuldade de concentração, pensamentos;
5. Gagueira ou gaguejar;
6. Dificuldade de aprendizagem de novas informações;
7. Tremores de lábios e mãos;
8. Esquecimento, desorganização e confusão;
9. Dor de garganta, dor nas costas, espasmos musculares;
10. Dificuldade em tomar decisões;
11. Tonturas e desmaios;
12. Sentir-se sobrecarregado e oprimido;
13. Zumbido ou “sons”;
14. Freqüentes crises de choro ou pensamentos suicidas;
15. Corar frequentemente, sudorese;
16. Sentimentos de solidão ou inutilidade;
17. Pés frios ou mãos suadas;
18. Pouco interesse na aparência, pontualidade prejudicada;
19. Boca seca, problemas de deglutição;
20. Hábitos nervosos, inquietação, pés inquietos;
21. Resfriados freqüentes, infecções, úlceras, herpes;
22. O aumento da frustração, irritabilidade;
23. Erupções cutâneas, prurido, urticária, “arrepiado”;
24. Agir de forma exagerada a pequenos aborrecimentos;
25. Inexplicados ataques freqüente de alergia;
26. Aumento do número de acidentes menores;
27. Azia, dor de estômago, náusea;
28. O comportamento obsessivo-compulsivo;
29. O excesso de arrotos, flatulência;
30. Reduzida eficiência no trabalho ou a produtividade;
31. Constipação, diarréia;
32. Mentiras ou desculpas para encobrir o trabalho;
33. Dificuldade em respirar, suspirar;
34. Resmungou;
35. Súbitos de pânico;
36. Desconfiança defensiva excessiva;
37. Dor no peito, palpitações;
38. Problemas na comunicação, a partilha
39. Micção freqüente
40. Retraimento social e isolamento;
41. Desejo sexual ou o desempenho prejudicado;
42. Cansaço constante, fraqueza, fadiga;
43. O excesso de ansiedade, medo, culpa e nervosismo;
44. Uso freqüente de medicamentos;
45. Aumento da raiva, frustração, hostilidade;
46. Ganho ou perda de peso sem dieta;
47. Depressão, oscilação de humor freqüente;
48. Aumento de fumo, álcool ou drogas;
49. Aumento ou diminuição do apetite;
50. Compulsão ou impulso para jogos;

Conforme demonstrado na lista acima, o stress pode ter amplos efeitos que variam em emoções, humor e comportamento. Igualmente importante, mas muitas vezes menos apreciados são os efeitos em vários sistemas, órgãos e tecidos por todo o corpo.

Por: Stress.org

1.  Frequent headaches, jaw clenching or
pain
  26. Insomnia, nightmares, disturbing
dreams
2.  Gritting, grinding teeth   27. Difficulty concentrating, racing thoughts
3.  Stuttering or stammering   28. Trouble learning new information
4.  Tremors, trembling of lips, hands   29. Forgetfulness, disorganization,
confusion
5.  Neck ache, back pain, muscle spasms   30. Difficulty in making decisions.
6.  Light headedness, faintness, dizziness   31. Feeling overloaded or overwhelmed.
7.  Ringing, buzzing or “popping sounds   32. Frequent crying spells or suicidal
thoughts
8.  Frequent blushing, sweating   33. Feelings of loneliness or worthlessness
9.  Cold or sweaty hands, feet   34. Little interest in appearance,
punctuality
10. Dry mouth, problems swallowing   35. Nervous habits, fidgeting, feet tapping
11. Frequent colds, infections, herpes sores   36. Increased frustration, irritability,
edginess
12. Rashes, itching, hives, “goose bumps”   37. Overreaction to petty annoyances
13. Unexplained or frequent “allergy”
attacks
  38. Increased number of minor accidents
14. Heartburn, stomach pain, nausea   39. Obsessive or compulsive behavior
15. Excess belching, flatulence   40. Reduced work efficiency or productivity
16. Constipation, diarrhea   41. Lies or excuses to cover up poor work
17. Difficulty breathing, sighing   42. Rapid or mumbled speech
18. Sudden attacks of panic   43. Excessive defensiveness or
suspiciousness
19. Chest pain, palpitations   44. Problems in communication, sharing
20. Frequent urination   45. Social withdrawal and isolation
21. Poor sexual desire or performance   46. Constant tiredness, weakness, fatigue
22. Excess anxiety, worry, guilt,
nervousness
  47. Frequent use of over-the-counter drugs
23. Increased anger, frustration, hostility   48. Weight gain or loss without diet
24. Depression, frequent or wild mood
swings
  49. Increased smoking, alcohol or drug use
25. Increased or decreased appetite   50. Excessive gambling or impulse buying

Efeitos do Stress 31 de Março de 2011

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É difícil para os cientistas definirem o Stress, porque é um fenômeno altamente subjetivo. É diferente para cada um de nós. Coisas que são perturbadoras para alguns indivíduos pode ser prazeroso para os outros. Também respondem ao Stress de maneira diferente.

Alguns comem mais, enquanto outras crescem pálidas ou comem menos. Existem inúmeras alterações físicas, bem como as respostas emocionais, como ilustrado pela seguinte lista de cerca de 50 sinais e sintomas comuns de stress.

1. Dores de cabeça freqüentes, apertamento da mandíbula ou dor
2. A insônia, pesadelos, perturbação e sonhos
 3. Ranger, ranger os dentes
 4. Dificuldade de concentração, pensamentos
 5. Gagueira ou gaguejar
 6. Dificuldade para aprender novas informações
 7. Os tremores, tremores dos lábios e nas mãos
 8. Esquecimento, desorganização, confusão
 9. Dor no Pescoço, dor nas costas, espasmos musculares
 10. Dificuldade em tomar decisões.
 11. Tontura, desmaio, tontura
 12. Sentindo-se sobrecarregado.
 13. Tocando, zumbido ou “faz ruídos
 14. Freqüentes crises de choro ou pensamenteos suicida
 15. corar frequentes, sudorese
 16. Sentimentos de solidão ou inutilidade
 17. Frio nos pés ou suadas mãos
 18. pouco interesse na aparência,
 19. Boca seca, problemas de deglutição
 20. Hábitos nervosos, inquietação, os pés tocando
 21. gripes freqüentes, infecções, herpes
 22. Maior frustração, irritabilidade

23. Erupções cutâneas, prurido, urticária, “arrepiado”
 24. Reação exagerada a pequenos aborrecimentos
 25. “alergia” freqüentes
 26. Aumento do número de acidentes menores
 27. Azia, dor de estômago, náuseas
 28. O comportamento obsessivo ou compulsivo
 29. O excesso de arrotos, flatulência
 30. Reduzido a eficiência do trabalho ou a produtividade
 31. Obstipação, diarreia
 32. Mentiras ou desculpas para encobrir o mau trabalho
 33. Dificuldade em respirar, suspirar
 34. Fala Rápida ou fala murmurando
 35. Súbitos de pânico
 36. Desconfiança defensiva excessiva
 37. Dor no peito, palpitações
 38. Problemas na comunicação
 39. Micção freqüente
 40. Retirada Social e o isolamento
 41. Diminuição de desejo ou desempenho sexual
 42. Cansaço constante, fraqueza, fadiga
 43. O excesso de ansiedade, preocupação, culpa, nervosismo
 44. O uso freqüente de drogas.
 45. Aumento da raiva, frustração, hostilidade
 46. O ganho de peso ou perda sem dieta
 47. Depressão, humor freqüente.

48. Aumento fumo, álcool ou uso de drogas
 49. Aumento ou diminuição do apetite
 50. jogo excessivo ou a compra por impulso
 

Conforme demonstrado na lista acima, o estresse pode ter efeitos de grande alcance sobre as emoções, humor e comportamento. Igualmente importante, mas muitas vezes menos apreciados são os efeitos em vários sistemas, órgãos e tecidos em todo o corpo, como ilustrado pelo diagrama abaixo.

Por que procurar entender o Stress? 11 de Março de 2011

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– Atualmente mais de 50% das mortes ocorrem em razão de doenças ligadas ao stress.
– Pesquisas mostram cada vez mais uma forte associação entre stress excessivo e crônico e o desenvolvimento de várias doenças, como câncer, hipertensão, enfarte, úlceras, diabetes, asma, colite, psoríase, herpes, etc…
– A proporção é de 50 enfartes para cada morte devido a acidente de trabalho;
– O absenteísmo nas empresas, na maior parte, se deve a problemas relacionados ao stress.
– Entre 75 e 90% das consultas médicas são devidas a doenças ligadas ao stress.
– O presenteísmo (o estar fisicamente presente, mas não conseguir produzir, como se estivesse ausente), fenômeno atual, causa de grande prejuízo às empresas, ocorre mais em razão do stress do que qualquer outro problema;
– Grande parte de manifestações de raiva, violência urbana e doméstica se deve a altos níveis de stress;
– Nos EUA, 1 milhão de trabalhadores, por dia, faltam ao serviço por causa do stress;
– O stress não só pode afetar a saúde, mas também tem o poder de prejudicar a qualidade de vida e os relacionamentos interpessoais.

STRESS: uma reação do organismo, com componentes físicos e/ou psicológicos, causada pelas alterações psicofisiológicas que ocorrem quando a pessoa se confronta com uma situação que, de um modo ou de outro, a irrite, amedronte, excite ou confunda, ou mesmo que a faça imensamente feliz. A resposta do stress deve ser entendida como sendo um processo e não uma reação estanque e independente, pois no momento em que ela se inicia um longo processo bioquímico se instala. Independentemente da causa da tensão, o início se manifesta de modo bastante semelhante em todas as pessoas, com o aparecimento de taquicardia, sudorese excessiva, tensão muscular, boca seca e a sensação de estar de alerta. Só quando o processo está mais adiantado é que as diferenças se manifestam de acordo com a herança genética do indivíduo combinada com pontos de enfraquecimento desenvolvidos no decorrer da vida. O stress pode ou não levar a um desgaste geral do organismo dependendo da sua intensidade, tempo de duração, da vulnerabilidade do indivíduo e da habilidade de administrá-lo.

O desgaste ocorre, de modo mais pronunciado, quando a homeostase interna do organismo é perturbada por períodos longos ou de modo muito agudo.
Qualquer situação geradora de um estado emocional forte que leve a uma quebra da homoestase interna e exija alguma adaptação pode ser chamada de um estressor. Existem situações e eventos que são intrinsecamente estressantes (biogênicos), como o frio, a fome e a dor. Outros, os psicossociais, adquirem sua capacidade de estressar uma pessoa devido a sua história de vida e às experiências pelas quais passou. O evento, em si, é interpretado de acordo com a história de vida do ser humano, de seus valores e das suas crenças. Deste modo, a interpretação dada a qualquer evento é de fundamental importância na gênese da reação do stress. As estratégias de enfrentamento são de fundamental importância para amenizar os efeitos dos estressores. Elas podem ser aprendidas em qualquer idade. O treino de controle do stress, de base cognitivo-comportamental, se mostra muito eficaz no controle do stress tanto de crianças como de adultos.

Os benefícios do controle do stress se manifestam em maior produtividade, melhor saúde, relações interpessoais mais felizes e qualidade de vida mais elevada.
Os estudos atuais sobre stress estão sendo conduzidos por profissionais de várias áreas do saber, como psicologia, medicina, odontologia, educação, esportes, empresas, companhias de seguro, planos de saúde e muitas outras. Esses estudos, especialmente os conduzidos dentro do nosso próprio país, levando em consideração as características do povo brasileiro, são de grande importância para que possamos conhecer as implicações do stress para a saúde e a doença, a área acadêmica, o campo profissional, a qualidade de vida, a violência urbana e doméstica, o bem estar e a felicidade do ser humano.

Há 20 anos atrás quase não se falava em stress no Brasil, hoje o número de estudos, livros, artigos e pesquisas publicados está se tornando impressivo. Torna-se necessário a existência de uma associação que congregue e dissemine este precioso conhecimento que está se formando, que incentive pesquisas de qualidade nesta área e que possibilite a troca de idéias entre profissionais interessados no assunto. A A.B.S. se propõe justamente a esta missão.

A.B.S.
Associação Brasileira de Stress

A PNL e o Tratamento da Ansiedade 5 de Setembro de 2010

Posted by Geraldo Neto in Depressão, Mitos e Verdades, Pânico, Qualidade de Vida, Sinais e Sintomas, Stress.
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Dr Richard Bolstad e Margot Hamblett

Esse artigo explora a capacidade dos processos baseados na PNL para alterar as estratégias que conduzem à ansiedade. Ansiedade é um estado. Os principais processos da PNL sugerem diversas maneiras para alterar o estado, mudando a fisiologia ou as representações internas. Baseado em pesquisas atuais sobre mudança na ansiedade, vamos descrever os metaprogramas e as estratégias específicas que estão associadas com a ansiedade. Depois vamos sugerir processos baseados na PNL que alteram essas estratégias, e mostrar como um Practitioner de PNL pode treinar uma pessoa ansiosa para criar um estilo de vida mais proveitoso e satisfatório.

A. O que é ansiedade?

O interesse pela ansiedade

Ansiedade é um estado emocional que irá trazer mais seres humanos para tratamento psiquiátrico do que qualquer outra coisa (Beletsis, 1989). 33% das pessoas que visitam seus médicos têm a ansiedade como principal queixa, e uma porcentagem semelhante da população em geral irá desenvolver um “distúrbio clinicamente significativo de ansiedade” em algum momento da sua vida (Barlow, Esler & Vitali, 1998).

No manual psiquiátrico DSM-IV (Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais, de 1994) da Associação Americana de Psiquiatria, a ansiedade é descrita de três maneiras. A primeira, a ansiedade prolongada é descrita em termos de sintomas em que a pessoa se sente impaciente, cansada, nervosa ou excitada, irritada, sofre de tensão muscular e é incapaz de dormir ou se concentrar. A segunda, ataques agudos de ansiedade (pânico) são descritos em termos de reações ainda mais intensas, tais como taquicardia, transpiração, tremores, dificuldade em respirar, dores abdominais ou no tórax, náuseas, tonturas e extremo medo (da morte, insanidade ou perda do controle). A terceira é o reconhecimento de que muitas pessoas sofrem de um dos dois tipos acima de ansiedade, mas a enfrentam de maneira que isso se transforma em outros sintomas – uso de álcool ou drogas, reações extremas e involuntárias de dissociação, transtornos alimentares, rituais compulsivos, violência e outros comportamentos projetados para evitar a ansiedade. Mais mulheres relatam a ansiedade dessa maneira do que os homens, e isso parece associado a uma preferência masculina por alguns desses outros comportamentos (Barlow, Esler & Vitali, 1998).

Compreensivelmente, um arsenal de medicamentos, como o Valium (Diazepan) foi usados para tratar da ansiedade. Existe pouca evidência de que as drogas, usadas sozinhas, reduzam a freqüência e a severidade da ansiedade, visto que usuários voltaram a exibir, depois do tratamento com drogas, o mesmo nível de medo e de comportamento de fuga de antes (Franklin, 1996). Repetidas vezes, os processos de mudanças cognitivas no estilo PNL foram comparados ao Diazepan e drogas correlatas e se mostraram muito mais bem sucedidos (Barlow, Ester & Vitali, 1998). Infelizmente, a ânsia por uma solução rápida (como as pílulas parecem oferecer) está implícita na própria natureza da ansiedade. Por outro lado, a psicoterapia de longo prazo também alimenta a natureza do problema, ao criar dependência (Beck & Emery, 1985). O que funciona é o que a PNL oferece: processos de mudança a curto prazo que devolvem para a pessoa o controle do seu próprio estado.

Desubstantivando a ansiedade

Nós começamos definindo a ansiedade como um estado e você poderá notar que os critérios para ansiedade no manual da Associação Americana de Psiquiatria são quase que totalmente cinestésicos internos. E também, quando o manual DSM-IV quer um sinônimo para a ansiedade, ele usa um puramente cognitivo: “expectativa apreensiva”. Isso é importante. Ansiedade é uma reação física, e ela também não pode ser gerada sem certas representações internas construídas (visual, auditiva ou cinestésica) de “possíveis” eventos futuros. A pessoa que vê uma aranha pode fazer uma enorme imagem interna da aranha se arrastando na direção dela, e aí sentir medo como resultado (Vc/Ci). (ver nota no final) Uma outra pessoa pode gerar o som de um salão cheio de pessoas rindo e debochando da vergonha dela de falar em público e sentir medo disso (Ac/Ci). Outra pessoa pode criar tão bem a sensação de escorregar e cair de um lugar alto que ela se sente como se estivesse caindo e sente medo disso (Cc Ci).

A ansiedade de longo prazo pode ser sustentada por estratégias que colocam o auditivo digital (Ad) na seqüência. Uma pessoa pode se imaginar fracassando num exame, falar consigo mesmo sobre como isso vai ser terrível e perceber um crescente pânico a respeito do que ela está falando (Vc > Ad\Ci).

Os resultados iniciais das sinestesias originais também podem ser realimentados no sistema. A taquicardia resultante do pensamento sobre a aranha pode conduzir para a especulação sobre um ataque do coração e, portanto, para um aumento do número de batimentos (Vc\Ci > Ad\Ci). Esta escalada física é a origem dos ataques de pânico, ao contrário da ansiedade de longo prazo.

Tais sinestesias foram identificadas por Bandler e Grinder (1976) como a origem da maioria dos medos e ansiedades. Como eles mencionaram, a pessoa com ansiedade não está necessariamente certa do que disparou a sua reação cinestésica. Para ela a reação parece “automática”. Às vezes, a teoria consciente dela sobre a causa é muito diferente da estratégia inconsciente que você, como Practitioner de PNL, poderia eliciar. Por exemplo, uma pessoa pode lhe contar que ela tem medo do “sucesso”, mas na realidade ela gera o pânico através de imagens internas de rejeição social e fracasso em público (Beck e Emery, 1985).

Como todas as reações ancoradas, o gatilho original pode se generalizar para situações correlatas. O manual psiquiátrico DSM-IV tem uma categoria chamada de Síndrome de Ansiedade Generalizada, onde a ansiedade é considerada como “flutuando livremente” e não relacionada a qualquer gatilho específico. A pesquisa dos psicólogos cognitivos (Beck e Emery, 1985) sugere que essa categoria é um mito. Gatilhos sempre existem, mas nem sempre são recordados conscientemente pela pessoa. Um dos motivos é que a ansiedade pode ser disparada por uma série de situações que não são, aparentemente, relacionadas (embora todas, freqüentemente, conduzam para as mesmas conseqüências finais temidas pela pessoa – por exemplo, humilhação, morte). Outro motivo é que, muitas vezes, as representações internas usadas para criar a ansiedade são de eventos que não existem ou não existiram no mundo real. Uma pessoa pode ter fobia de cobras apesar dela nunca ter visto uma cobra verdadeira. Ela faz isso imaginando como seria ser atacada mortalmente por uma cobra, associando-se a essa imagem, e sentindo medo, como se isso tivesse acontecido. Por essa razão, um filme como Tubarão é seguido por uma onda de novos sofredores de fobia. O filme é bastante inofensivo, mas as imagens internas não o são. O mundo do “Como se”

Por que os “sofredores” de ansiedade operam essas sinestesias aborrecidas? O terapeuta ericksoniano David Higgins (em Yapko, ed. 1989) chama a atenção de que todos nós vivemos num mundo de “como se”. A fim de agirmos, nós fazemos certas suposições sobre o que irá acontecer. Essas suposições são todas “alucinações”, mas elas têm o potencial para gerar esperança ou medo, felicidade ou dor. Esse é um processo auto-hipnótico contínuo e ativo, e é potencialmente saudável. Ao antecipar futuros desafios, nós estimamos a importância do desafio, e a força de nossos recursos para reagir a esse desafio (Beck & Emery). Algum medo é uma avaliação realística da gravidade do desafio e, com habilidade, mobiliza o corpo para lidar com tal desafio, aumentando o pulso e a respiração, mobilizando os músculos, etc. A ansiedade severa é um distúrbio do processo “como se”. A pessoa ansiosa (ao contrário da pessoa que tem medo real de uma ameaça atual) demonstra certas “distorções cognitivas” (para usar a terminologia da PNL, elas fazem certas substituições importantes das submodalidades ou das estratégias). São elas:

     

  1. Classificar pelo futuro
  2. Classificar pelo perigo.
  3. Associação com as suas representações internas de perigo.
  4. Aumentando a importância do perigo.
  5. Avaliação não realista resultante do item anterior
  6. Não ser “a causa”. As sinestesias estão disponíveis em todas as pessoas. As pessoas ansiosas as fazem funcionar com mais freqüência e com menos atenção consciente, assumindo a crença de que as suas sensações simplesmente acontecem, ou são causadas pelo ambiente, ao invés de serem resultado da atenção dela para as representações do “perigo”. 

     

  7. Ativação fisiológica.

Ansiedade e depressão

Num artigo anterior, nós discutimos os tratamentos da PNL para a depressão. Alguém pode seguir estratégias que geram ansiedade e estratégias que geram depressão. As duas condições envolvem a pessoa escolher o que está errado, e associar isso a experiências desagradáveis. Entretanto, os dois grupos são diferentes, e isso pode nos ajudar a distingui-los antes de considerarmos como resolver a ansiedade.

No caso da depressão, o foco está nas experiências passadas – fracassos, perdas e derrotas que já aconteceram e são, portanto, fatos estabelecidos. A pessoa deprimida pode nem ter uma linha do tempo futura para ficar ansiosa com ela, nem falar em ter metas. Seus comentários sobre a vida e seu próprio self são, portanto, baseados num “estilo permanente” de explicação (“Esse é o meu jeito e como as coisas são, tudo é igual, e sempre será.”). A pessoa deprimida tem, compreensivelmente, pouco interesse em fazer alguma coisa, porque ela presume o fracasso (“O que é que adianta se isso sempre me leva de volta para o lugar onde eu sempre estive – nenhum lugar.”). Ela pode ficar esperançosa em relação a tarefas específicas (e depois usar os padrões que estamos chamando de ansiedade), mas geralmente a pessoa deprimida já desistiu de tentar evitar o tipo de dor do qual a pessoa ansiosa está fugindo.

Na pessoa ansiosa, o foco está na derrota potencial e futura, no fracasso ou na perda. A pessoa ansiosa considera que talvez esses desastres sejam evitáveis, se ela, de alguma maneira, conseguir apenas escapar de certos eventos temidos. Neste caso, o estilo de explicação dela é mais vacilante, condicional e mais focado em eventos particulares (“Se eu pudesse só evitar os elevadores, as multidões, de pensar na morte, então eu poderia ser capaz de escapar desse terror.”). A pessoa ansiosa também tem objetivos, mas é incapaz de alcançá-los. Ela tem medo do fracasso. A pessoa ansiosa não desiste de fazer tudo (a menos que ela fique deprimida por causa da sua ansiedade), apenas daquelas coisas das quais ela tem medo (os gatilhos para sua ansiedade).

B. Como nós acabamos com a ansiedade?

Na realidade esta pergunta é menos simples do que parece inicialmente. A ansiedade em si é conduzida pela tentativa de evitar alguma conseqüência temida. A solução “simples” para a ansiedade de uma pessoa com fobia de aranha parece ser nunca pensar ou entrar em contato com qualquer coisa que represente aranhas. Para a pessoa com ansiedade sobre perda do autocontrole, a solução “simples” seria nunca estar numa situação onde a perda do autocontrole seja remotamente possível. Evidente que isso é impossível, mas muitas pessoas com ansiedade abraçam a ilusão de tais soluções sob a forma de drogas, distrações, estilos de vida totalmente organizados em torno de seus medos e relacionamentos dependentes onde a outra pessoa não pode ficar longe dos olhos dela ou do seu alcance. O que normalmente é chamado de “ganho secundário” (as vantagens inesperadas que o problema traz para a vida da pessoa, em termos de simpatia, fuga de desafios, etc.) é realmente um ganho primário nas condições de ansiedade. É muitas vezes o objetivo imediato da pessoa que tem ansiedade.

Como Practitioner de PNL, a primeira coisa que você precisa esclarecer é que o seu papel não é criar estas soluções ilusórias. Um exemplo de solução ilusória seria apresentar a PNL como o conjunto de ferramentas que irá solucionar automaticamente o problema da pessoa, não importa o que ela faça. Outro exemplo seria a oferta para se tornar a pessoa que dará total suporte ao sistema de vida (“Me chame a qualquer hora!”). Ser um “mágico” pode ser muito gratificante, mas essa satisfação é pequena se comparada com a alegria de capacitar a pessoa ansiosa para ela aprender sua própria magia. O seu papel, então, é ser uma espécie de treinador ou consultor.

A pessoa ansiosa está nos contratando para darmos a ela conselho e apoio para colocar em ação um plano que irá mudar sua vida. Isso se tornará uma relação colaborativa, na qual ela precisa não somente “ajudar”, mas também seguir experimentalmente o conselho que nós demos. Nós não temos uma mágica para solucionar o problema para elas. Mas se elas fizerem aquilo que sugerimos, nós acreditamos que elas irão experimentar mudanças. Isso é o mesmo que faz um consultor de empresas. Nós muitas vezes dizemos: “A PNL não funciona. Você é que funciona… A PNL só explica como você funciona, de modo perfeito.” Esse é um acordo de prazo determinado, e é importante tratar disso no início para marcar um número específico de sessões (na maioria dos casos nós usamos duas ou quatro).

O outro lado disso é que se não fomos contratados como consultor, nós aceitamos isso. Nós não continuamos tentando “vender nossos serviços”. Na prática isso se torna importante se nós sugerirmos alguma tarefa (como por exemplo, no final de cada dia, a pessoa identifica três coisas que ela executou naquele dia) e, na realidade, a pessoa não faz a tarefa. Nesse caso, nós não continuamos sugerindo outras tarefas esperando “encontrar uma que funcione”. Freqüentemente, nesta situação, nós examinamos com a pessoa o que ela fez no lugar da tarefa, e a ajudamos a descobrir como isso trouxe os resultados dos quais ela se queixa.

As ferramentas da PNL abaixo foram planejadas para serem usadas nesse contexto, para inverter as “distorções cognitivas” da ansiedade. São elas:

1. Ressignificar a ansiedade e seus sintomas.

2. Acessar recursos e soluções.

3. Ensinar transe e âncoras de relaxamento.

4. Alterar as submodalidades.

5. Criar crenças mais integradas.

Ressignificar a ansiedade e seus sintomas

Chame a atenção do valor das reações normais do medo e explique como a estrutura do problema ansiedade é gerada pelas distorções perceptivas e pelas sinestesias. Ansiedade é simplesmente um sinal de que a pessoa precisa identificar e ajustar as suas percepções da situação, e se comportar de um modo diferente.

Elicie os gatilhos que a pessoa usa para gerar ansiedade, e descubra as distorções da submodalidade que aumentam a importância da ameaça. Inúmeras vezes, nós solucionamos a ansiedade de falar em público simplesmente fazendo a pessoa perceber que a imagem que ela tinha na mente dela era focada num limitado grupo de pessoas, que tinham os olhos de tamanho fora do normal. Logo que a pessoa acessa seus gatilhos, ela pode mudá-los, muitas vezes, sem maiores explicações. Avaliações não realísticas que a pessoa faz devem ser verificadas nessa hora (as crenças resilientes exigem algumas das técnicas anteriores, mas uma pessoa ansiosa ― porque tudo “precisa ser feito imediatamente” ― pode ficar fascinada ao descobrir que ela avaliou incorretamente a necessidade).

Uma maneira engraçada de produzir trocas de submodalidades, mesmo nessa exploração inicial, é usar o tipo brincalhão de intervenção que Richard Bandler fez em seu livro “Magic in Action” (1984). Trabalhando com Susan, uma mulher que sofria de pânico quando sua família chegava tarde em casa, Bandler diz: “Digamos que eu tenho que substituí-la por um dia. Então uma parte do meu trabalho é, se alguém chegar tarde, entrar em pânico no seu lugar. O que eu faço dentro da minha cabeça para entrar em pânico?” Suzan responde: “Você começa a dizer frases como…” e Richard a interrompe: “Então eu tenho que falar comigo mesmo”. Ela continua: “…fulano está atrasado, ele não está em casa. Isso quer dizer que ele pode nem chegar.” Bandler pergunta: “Eu digo isso num tom de voz casual?” Esse padrão foi modelado por Tad James e é chamado de Níveis Lógicos da Terapia. James chama atenção de que, ao fazer isso, Bandler alcançou, por pressuposição lingüística, diversas ressignificações:

     

  • Susan concorda que ela causa o pânico: ela é “a causa”. 
  • Susan concorda que é preciso uma estratégia específica para fazer isso.   

     

  • Susan concorda que ela é experiente o suficiente para ensinar Bandler como fazer isso.   

     

  • Susan descreve o processo na segunda pessoa, como se alguém estivesse fazendo isso.   

     

  • Susan, para responder a última pergunta do Bandler acima, tem que considerar o que aconteceria se ela conduzisse a sua estratégia de um modo diferente do que ela normalmente faz. 

     

  • Susan faz, dessa maneira, um ensaio por meio de uma nova estratégia. 

  •  

    Gatilhos cinestésicos que alimentam um ciclo de pânico (p.ex., Vc\Ki > Ad\Ki) também podem ser ressignificados. Você pode mostrar que a sensação de desânimo é exatamente como a sensação de estar “tonto” com a agitação, a sensação da respiração forçada e da vertigem é como a sensação de quando dançamos rapidamente, a sensação de sentir calafrios e calores súbitos é como a de estar numa sauna e numa piscina fria, a ansiedade baseada na dormência das mãos ou do queixo é como ter a mão adormecida enquanto a pessoa descansa, absorta pela TV, etc.

    Acessar recursos e soluções

    Ajude a pessoa a identificar e a construir experiências de recursos internos para enfrentar as situações que ela acha difíceis. A pessoa ansiosa classifica por perigo, e quando solicitada a descobrir uma experiência de recurso, muitas vezes, em vez disso, ela irá acessar as épocas mais desafiadoras e assustadoras que ela teve. Ensinar a ela que isso é um metaprograma e que pode ser mudado simplesmente através de ensaio é importante. Três tipos de perguntas focadas na solução podem ser usados para eliciar estas épocas (Chevalier, 1995):

    1. Peça uma descrição do objetivo da pessoa.
      “O que será diferente como resultado da sua conversa comigo?”
      “O que você quer completar com êxito?”
      “O que precisa acontecer para você sentir que seu problema foi resolvido?”
      “Quando esse problema estiver resolvido, o que você estará fazendo e sentindo?”
    2. Pergunte sobre quando o problema não ocorre (as exceções). Por exemplo:
      “Quando foi que você percebeu que esse problema não era tão ruim?”
      “O que estava acontecendo naquela hora? O que você estava fazendo de diferente?”
    3. Se não existir nenhuma exceção, então pergunte sobre exceções hipotéticas usando a pergunta do “milagre”: “Suponha que numa noite, enquanto você dormia, houve um milagre e esse problema foi resolvido. Já que você estava dormindo, você não sabe que aconteceu o milagre ou que este problema foi resolvido. O que você supõe que irá perceber como diferente de manhã e que irá fazer com que você saiba que o problema foi resolvido?”

      Depois da pergunta do milagre, você pode fazer outra pergunta de follow-up tal como:

      “O que as outras pessoas perto de você iriam notar que estava diferente em você?”

      “E o que outras pessoas perto de você fariam de diferente?”

      “O que seria preciso para fingir que esse milagre aconteceu?”

      Faça o cliente se fazer perguntas focadas na solução do seu dia a dia. Antes de sair da cama de manhã, ele deve se perguntar: “Quais são as três coisas que eu estou aguardando ansiosamente para hoje?” Quando for para cama de noite, ele deve se perguntar: “Quais foram as três coisas que eu executei hoje?” O poder dessas perguntas é extraordinário.

      Ensine transe e estabeleça âncoras de relaxamento

      Uma maneira simples de construir recursos é ensinar a pessoa a relaxar fisiologicamente. Isso inclui mostrar a ela como realmente parar de tensionar os músculos, prestar atenção na expiração, ao invés da inspiração, respirar através da narina não dominante (Rossi, 1996) e se orientar para uma imaginação interna agradável. O objetivo é ensinar a pessoa a entrar em transe sozinha usando âncoras sob controle dela. Essas âncoras podem ser estabelecidas pela pessoa durante a terapia. Nós solucionamos completamente o problema de estudantes com ansiedade de exames induzindo, por exemplo, um transe, fazendo com que eles estabeleçam uma âncora gestual com a mão não dominante (a qual estará livre quando eles estiverem escrevendo). Depois que usar a âncora no exame, eles tendem a relatar que “foi o exame mais relaxado que eu já tive em toda a minha vida”.

      Como seria de esperar, muitos dos nossos clientes mais ansiosos dizem, depois de um transe inicial de 15 minutos, que isso é “a coisa mais relaxante que eu já tive”. Mas para eles isso é somente o início, porque a pessoa também precisa estar empenhada em usar esse processo regularmente. E regular, aponta Ernest Rossi (Rossi 1996), significa diversas vezes durante o dia, para assim re-estabelecer um ciclo ultradiano natural de repouso. Como Rossi, nós achamos que muitos clientes ansiosos não terão mais problemas se eles se organizarem para, a cada 90 minutos, descansarem dez minutos, deitando no seu lado dominante (e assim abrindo a narina não dominante).

      Alterar as submodalidades

      Não há dúvida de que as técnicas de mudança de submodalidade nos fornecem uma flexibilidade fenomenal para remover os gatilhos da ansiedade. Nós já discutimos a alteração de submodalidades de uma experiência para que ela seja codificada de uma maneira normal (p.ex., fazer com que os olhos das pessoas numa audiência, da qual temos medo, tenham o tamanho normal). Outras mudanças de submodalidades podem ser usadas para fazer isso com talento. No Magic in Action, Bandler demonstra o uso do swish visual para acabar com o pânico de uma mulher sobre sua família morrer num acidente, e uma cura pela dissociação do trauma para solucionar a agorafobia de uma mulher. Versões desses processos também foram utilizadas fora do campo da PNL pelos psicólogos cognitivos (veja Beck & Emery, 1985) e pelos terapeutas ericksonianos (veja Russell Bourne em Yapko, 1989).

      Simplesmente mudar a submodalidade da perspectiva do tempo irá, em nossa experiência, solucionar a maioria dos problemas das situações de ansiedade (p.ex., exames). Lembre que a pessoa ansiosa está olhando na direção do futuro. Nessa técnica da terapia da Linha do Tempo (James & Woodsmall, 1988), Tad James usa esse fato. “Se você puder, eu gostaria que pensasse sobre um evento sobre o qual você está temeroso ou ansioso. Quando já tiver um, eu gostaria que você flutuasse acima da sua linha do tempo. Vá para o futuro – um minuto depois da conclusão bem-sucedida do evento sobre o qual você está ansioso. (Naturalmente tenha certeza de que o evento saia da maneira que você quer.) Agora eu gostaria que você se virasse e olhasse para trás. Onde está a ansiedade agora? Perceba como você riu. Medo e ansiedade não têm existência fora do tempo.”

      A cura pela dissociação do trauma é a mais pesquisada de todas as intervenções da PNL para o pânico (veja Einspruch, Allen, Dennholz & Mann, Kosiey & McCleod, e Muss para exemplos). Nós ensinamos esse processo para psiquiatras em Saravejo para ser usado com os sobreviventes de uma das mais horríveis guerras da história. Margot conduziu uma mulher através da cura do trauma sobre a experiência dela na guerra. Ela começou bastante temerosa, anunciando em inglês: “Eu odeio a guerra, e eu odeio falar sobre ela!” Ela disse que tinha pesadelos todas as noites desde a guerra. Para ela, sons eram âncoras poderosas, e o som das explosões produzia um pânico incontrolável. Na semana anterior alguém havia organizado um show de fogos de artifício em Saravejo. Racionalmente, ela sabia que estava a salvo, mas o pânico a colocou de volta na situação da guerra. Ela correu para uma casa próxima e se escondeu no porão até o show terminar. Depois de tentar explicar sem sucesso o processo do trauma para ela (o conhecimento dela do inglês era limitado), Margot simplesmente pediu que ela imaginasse estar num cinema e conduziu o processo. O filme dela começou numa época antes da guerra e foi até depois da guerra, um período de cerca de três anos. Então Margot pediu que ela pensasse nos fogos de artifício e descobrisse como ela sentia isso agora. Ela riu. Depois Margot pediu que ela lembrasse algum dos piores momentos da guerra, e verificasse como eles eram agora. Ela olhou fixamente para frente com uma expressão extremamente confusa. “Então, como é?”, nós perguntamos para conferir. “Bem”, disse ela com um sorriso, “eu estou vendo as imagens, e é como se elas estivessem lá, e eu aqui.” Todo o processo levou vinte minutos.

      Criar crenças mais integradas

      Ansiedade e reações de pânico são incongruentes com o resto da vida da pessoa. Elas são, em termos de PNL, o resultado das “partes”. É como se a parte da pessoa que está no controle na hora do pânico ou da ansiedade tivesse suas próprias intenções, suas próprias crenças e suas próprias escolhas de comportamento, tudo bem diferente das intenções, crenças e escolhas que a pessoa usa quando está mais calma. Não existe nenhuma razão para um homem (ou mulher) adulto ter medo de elevador, por exemplo. Mas quando chega perto de um elevador, a pessoa com fobia de elevador reage com um grupo todo diferente de crenças do que pode acontecer, e escolhe um de uma variedade de comportamentos que ele normalmente não usa, e não acessa as habilidades que ele usualmente valoriza.

      Diversas técnicas permitem que a informação circule da neurologia da pessoa para a área onde a ansiedade está sendo gerada. Uma das mais simples é o Integrador do Movimento dos Olhos (Andreas, 1992) na qual a pessoa acessa a memória de uma situação de ansiedade (visual, auditiva e cinestésica) e segue o movimento do dedo do Practitioner enquanto ele o move de um lado para outro na frente do rosto do cliente, horizontal, vertical e obliquamente. Uma técnica similar é empregada fora da PNL como o EMDR (Shapiro, 1995). Francine Shapiro explica : “Uma das maneiras mais simples de descrever os efeitos de EMDR é dizer que o evento alvo permaneceu sem processamento devido às imediatas respostas bioquímicas ao trauma, o que o deixou isolado, numa estase neurológica. Quando o cliente segue um dedo em movimento ou responde a uma batida da mão, a um som, ou mesmo a um ponto fixo numa parede, inicia-se o processamento ativo da informação para responder ao estímulo presente. ” Em outras palavras, o seu cérebro sabe como consertar as coisas, assim que você acessar os dois lados dele ao mesmo tempo. 

      A nossa experiência é que, mesmo pessoas altamente ansiosas podem aprender a processar seu próprio conteúdo em casa, usando uma variante da técnica, tal como acessar os gatilhos da ansiedade enquanto faz malabarismo.

      Várias outras técnicas na PNL geram integração começando com os comportamentos da “parte” ativa durante a ansiedade, e segmentando para cima até que sejam acessados os principais recursos de toda neurologia. Uma é a técnica da Regressão Mental (Hall e Bodenhamer, 1997) na qual você inicia com o pensamento auditivo digital irracional e se pergunta repetidamente: “E por detrás deste pensamento rodopiando na mente existe outro pensamento… Então, você se permite notar, e que pensamento você descobre lá?” Nossa própria versão desse processo são os Estados Ascendentes (Bolstad, 1998) no qual a pessoa presta atenção na experiência cinestésica da ansiedade e se pergunta repetidamente: “Enquanto você está consciente disso, o que mais aparece debaixo disso?” Nós também usamos essa técnica no tratamento da ansiedade em uma única sessão.

      Outro conjunto de técnicas de integração inclui a Transformação Essencial (Andreas, 1992) e a Integração das Partes. Nessas, a pessoa identifica a intenção do comportamento problema e então se pergunta repetidamente: “E se você tem essa intenção total e perfeitamente, o que é ainda mais importante você alcançar?” A técnica de Gerador de Estima da nossa colega Lynn Timpany combina isso com a instalação de uma nova estratégia auditiva digital para aqueles que conduzem uma voz interna autocrítica. A nova estratégia de Lynn começa com os gatilhos antigos para a voz negativa, faz a pessoa dizer uma frase interruptora básica (como “Pense positivo!”), então diz algo com mais recursos para ela mesma e depois se congratula, o que dá a ela uma sensação positiva sobre como ela mudou seu pensamento. Lynn faz a pessoa passar por essa seqüência com cada exemplo que ela puder se lembrar. Com o uso dessa técnica nós conseguimos com que as pessoas fizessem apresentações de grupo no nosso curso de Master Practitioner e solucionamos a maioria dos problemas de ansiedade que estávamos habituados a enfrentar.

      Finalmente, a abundância de técnicas da PNL para a mudança de crenças pode ser usada para alterar as crenças irracionais logo que elas forem acessadas (note que enquanto elas são mantidas separadas na parte pânico da pessoa, a pessoa não as experimenta como reais e não “precisa” mudá-las). Alguns níveis de integração precisam ocorrer para que a mudança da crença acesse a parte da neurologia que gera a crença do problema.

      Resumo

      Ansiedade é o estado indesejado mais comum na psicoterapia, e é gerado por diversas sinestesias das representações dos potenciais perigos futuros para ativação cinestésica. A pessoa ansiosa classifica como potencial perigo futuro, se associa a ele, e exagera nas suas submodalidades. Isso resulta em avaliações fantasiosas do perigo, e de certo modo, o estado emocional da pessoa fica fora do seu controle. Usando o nosso modelo de terapia RESOLVE (Bolstad e Hamblett, 1998) nós podemos resumir assim as reações que descobrimos efetivas:

      Estado com recursos

      Estabeleça rapport

      Especificar os resultados

      Explore o Modelo de Mundo do cliente

      Conduzindo para o estado desejado

      Verifique a mudança

      Saída: Ponte ao Futuro

      Notas do tradutor:
      Ac – auditivo construído
      Ad – auditivo digital
      Cc – cinestésico construído
      Ci – cinestésico interno
      Vc – visual construído

      Ultradiano é aquele ciclo que se repete várias vezes ao dia, sempre com a mesma duração.

      Bibliografia

         

      • Allen, K. (1982) An Investigation of the Effectiveness of Neuro Linguistic Programming procedures in Treating Snake Phobias. Dissertation Abstracts International, 43, 861B 
      • Andreas, C. The Aligned Self: An Advanced Audiocassette Program: Booklet, NLP Comprehensive, Boulder, Colorado, 1992 
      • American Psychiatric Association Diagnostic Criteria From DSM-IV 2, American Psychiatric Association, Washington DC, 1994 
      • Bandler, R. Magic In Action, Meta Publications, Cupertino, 1984. 
      • Barlow, D.H., Esler, J.L. and Vitali, A.E. “Psychosocial Treatments for Panic Disorders, Phobias and Generalised Anxiety Disorder” in Nathan, P.E. and Gorman, J.M. A Guide To Treatments That Work, Oxford University Press, New York, 1998 
      • Beck, A.T. and Emery, G. with Greenberg, R.L. Anxiety Disorders and Phobias: A Cognitive Perspective, Basic Books, New York, 1985 
      • Bolstad, R. “Beyond Self”in Anchor Point, Vol 12, No. 12, December 1998, p 9-17 
      • Bolstad, R. and Hamblett, M., Transforming Communication, Addison-Wesley-Longman, Auckland, 1998 
      • Bolstad,R. and Hamblett, M. “NLP and the Rediscovery of Happiness” in Anchor Point, 1999 
      • Chevalier, A.J., On The Client’s Path, New Harbinger, Oakland, California, 1995 
      • Denholtz, M.S. and Mann, E.T. (1975) An Automated Audiovisual Treatment of Phobias Administered by Nonprofessionals. Journal of Behaviour Therapy and Experimental Psychiatry, 6: 111-115 
      • Einspruch, E. (1988) Neurolinguistic Programming in the Treatment of Phobias. Psychotherapy in Private Practice, 6 (1): 91-100 
      • Franklin, J.A. Overcoming Panic, Australian Psychological Society, Carlton, Victoria Grinder, J. and Bandler, R. The Structure of Magic II, Science and Behaviour, Palo Alto, California, 1976 
      • Hall, L. Michael and Bodenhamer, Bobby G, “The Mind Backtracking Technique” in Anchor Point, Vol 11, No. 6, June 1997 
      • James, T. and Woodsmall, W. Time Line Therapy And The Basis Of Personality, Meta Publications, Cupertino, California, 1988 
      • Kosiey, P. and McLeod, G. (1987) Visual Kinesthetic Dissociation in Treatment of Victims of Rape. Professional Psychology: Research and Practice, 18 (3): 276-282 
      • Muss, Dr D. (1991) The Trauma Trap. London: Doubleday 
      • Rossi, E.L. The Symptom Path To Enlightenment, Palisades Gateway Publishing, Pacific Palisades, California, 1996 
      • Shapiro, F. Eye Movement desensitisation and Reprocessing, The Guilford Press, New York, 1995 
      • Yapko, M.D. ed Brief Therapy Approaches to Treating Anxiety and Depression, Brunner/Mazel, New York, 1989 
      •  

      Richard Bolstad é Trainer de PNL na Nova Zelândia.   E-mail: learn@transformations.net.nz
      Artigo publicado sob título “Calming Down: NLP and the Treatment of Anxiety” no site www.transformations.net.nz
      Tradução JVF, direitos da tradução reservados.

       

       

       

       

       

       

       

       

       

       

       

       

       

     

     

 

 

 

 

 

 

 

Trauma pode modificar cérebro 23 de Janeiro de 2009

Posted by Geraldo Neto in Hipertensão, Pânico, Stress.
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Estudo da Unifesp liga stress pós-traumático a alteração cerebral que acarreta problemas de concentração e memória

Pesquisa desenvolvida na Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) comprova que pacientes que sofrem de transtorno do stress pós-traumático apresentam uma redução de 8% a 10% em duas regiões do cérebro – córtex pré-frontal e hipocampo -, o que compromete a capacidade de concentração, raciocínio e memória. Estudos anteriores haviam identificado o fenômeno em pacientes com quadros psiquiátricos graves, mas é a primeira vez que a análise foi feita em uma amostra da população comum.

Foram entrevistadas 2.700 pessoas, entre 15 e 75 anos, de diferentes regiões da cidade de São Paulo. Descobriu-se que 80% já haviam sido vítimas de violência ou vivenciado um trauma e, destas, cerca de 15% desenvolveram o transtorno. “Os entrevistadores foram treinados para identificar sintomas da doença. A maioria não sabia que tinha o problema”, conta Marcelo Feijó de Mello, coordenador do Programa de Atendimento a Vítimas de Violência (Prove), da Unifesp.

“A crítica que se fazia a esse tipo de pesquisa é que as alterações cerebrais haviam sido identificadas em pacientes internados com quadros graves e, portanto, podiam não ter ligação com o transtorno. Já esta é uma mostra mais próxima da realidade.”
Os entrevistados foram encaminhados para o Prove e divididos em dois grupos – os que desenvolveram e os que não desenvolveram stress pós-traumático. Por meio de ressonâncias magnéticas comprovou-se a alteração no cérebro. “Uma das hipóteses é que o desequilíbrio nos níveis do hormônio cortisol – ligado ao stress – possa causar a atrofia de algumas regiões do cérebro, pois são áreas muito sensíveis à substância”, explica a bióloga Andrea Jackowski, responsável pela análise dos exames.

“Outra hipótese que precisa ser pesquisada é a de que essas pessoas já possuíam as alterações cerebrais, o que as deixaria mais propensas a desenvolver stress pós-traumático. Nesse caso haveria um componente genético envolvido”, diz. Segundo a pesquisadora, a análise deve estar concluída até o fim do ano.

“Pretendemos estudar se outras regiões do cérebro também estão envolvidas com a doença e se há outros fatores de risco, como traumas na infância”, diz Andrea.
Além da possível alteração no cérebro, o desequilíbrio nos níveis de cortisol provoca queda na imunidade e deixa o portador mais propenso a desenvolver doenças degenerativas, como hipertensão, diabete e enfarte.

“Acreditamos que, se houver tratamento adequado e uma melhora geral do quadro, até mesmo os efeitos no cérebro podem ser revertidos”, diz o coordenador do Prove. Segundo Mello, a chance de melhora com terapia e medicamentos é de 60% a 70%.

Mas dados dos pacientes atendidos no centro da Unifesp mostram que apenas entre 10% e 15% dos portadores procuram ajuda e levam em média dois anos para perceber que têm o problema. Apesar de ser a quinta condição psiquiátrica mais comum no mundo – e ainda mais em São Paulo -, o stress pós-traumático é pouco conhecido, afirma Mello.

“A doença prejudica muito a qualidade de vida. Metade dos atendidos no Prove ou está aposentado ou de licença. Muitos não saem de casa sozinhos e não conseguem se relacionar bem com a família”, diz Mello.

A pesquisa está sendo feita em parceria com pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz e de diversas universidades do País, entre elas a Federal do Rio de Janeiro. Na capital fluminense foi feito levantamento semelhante ao de São Paulo, mas os dados ainda estão sob análise. “A pesquisa não está pronta, mas dados preliminares indicam que a incidência do transtorno é maior em São Paulo”, afirma o pesquisador Sérgio Andreoli.

Karina Toledo
O Estado de S.Paulo

Diagnóstico do Pânico 20 de Janeiro de 2008

Posted by Geraldo Neto in Hipertensão, Pânico, Stress.
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O diagnóstico do transtorno do pânico possui critérios bem definidos, não podemos classificar como transtorno do pânico qualquer reação intensa de medo. Assim sendo estão aqui apresentados os critérios usados para fazer este diagnóstico.

a) Existência de vários ataques no período de semanas ou meses.Quando houve apenas um ataque é necessária a presença de significativa preocupação com a possibilidade de sofrer novos ataques ou com as consequências do primeiro ataque. Isto é demonstrado pela preocupação com doenças, intenção de ir ao médico e fazer exames, vontade de informar-se a respeito de manifestações de doenças.

b) Dentre vários sintomas pelo menos quatro dos seguintes devem estar presentes:

1- Aceleração da frequência cardíaca ou sensação de batimento desconfortável.
2- Sudorese difusa ou localizada (mãos ou pés).
3- Tremores finos nas mãos ou extremidades ou difusos em todo o corpo.
4- Sensação de sufocação ou dificuldade de respirar.
5- Sensação de desmaio iminente.
6- Dor ou desconforto no peito (o que leva muitas pessoas a acharem que estão tendo um ataque cardíaco)
7- Náusea ou desconforto abdominal
8- Tonteiras, instabilidade sensação de estar com a cabeça leve, ou vazia.
9- Despersonalização* ou desrezalização**.
10- Medo de enlouquecer ou de perder o controle de si mesmo.
11- Medo de morrer.
12- Alterações das sensações táteis como sensação de dormências ou formigamento pelo corpo.
13- Enrubescimento ou ondas de calor, calafrios pelo corpo.

*A despersonalização é uma sensação comum nos estados ansiosos que pode surgir mesmo fora dos ataques de pânico. Caracteriza-se por dar a pessoa uma sensação de não ser ela mesma, como se estivesse saindo de dentro do próprio corpo e observando a si mesmo.
**A desrealização é a sensação de que o mundo ou o ambiente em volta estão diferentes, como se fosse um sonho ou houvesse uma núvem.
Essas duas sensações ocorrem em aproximadamente 70% da população geral não significando como ocorrencia isolada uma manifestação patológica.

c) Há substâncias que podem geral reações de pânico como os estimulantes. Quando o pânico ocorre sob esse efeito não se pode dar este diagnóstico assim como também não pode ser dado em decorrência de outros estados ansiosos anteriores como um ataque de pânico secundário a uma exposição forçada de um fóbico social por exemplo.

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