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Limão 16 de Maio de 2012

Posted by Geraldo Neto in Alimentos Funcionais, Hipertensão, Mitos e Verdades, Qualidade de Vida, Stress.
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Um agente Alcalinizante, Mineralizante e Bactericida

O limão é uma fruta cítrica, porque ele contém cerca de 6% de ácido cítrico em seu suco. Ou seja, em cada 100 gramas de suco fresco e puro de limão, temos cerca de 6 gramas de ácido cítrico e citratos, que são os sais do ácido cítrico.

Tal concentração de ácido cítrico ocorre em qualquer uma das suas variedades. Ou seja, não importa se ele é o limão verdadeiro que é o Siciliano, se ele é rústico como é o caso dos limões Cravo, Rosa, Capeta ou Vinagre, se ele é um limão enxertado como é o caso do Tahiti ou se é o limão Galego.

E este teor de 6%, considerado o mais elevado de todas as frutas, o diferencia das demais frutas cítricas, porque as laranjas, tangerinas e pomelos, apesar de serem frutas cítricas, apresentam na composição de seus sucos (fresco e puro) a concentração média de 0,6% de ácido cítrico e citratos. Ou seja, cerca de 10 vezes menos que seu “especial” colega de classe, o limão.

Terapeuticamente falando, o ácido cítrico e um ácido orgânico e tricarboxílico que, dentro da química e do organismo humano, é um agente tamponante e alcalinizante, ou seja, ele tem o poder de estabilizar uma condição levemente alcalina em todos os líquidos corporais, seja no sangue, na linfa, no líquido crânio-sacral ou nos líquidos intra e extra-celulares.
E, o que é mais importante, essa estabilização levemente alcalina dos líquidos corporais, que é um pH entre 7,36 a 7,42 é; metabolicamente falando, a condição ideal para todos os processos orgânicos acontecerem da forma mais equilibrada e harmônica. Ou seja, saúde, preservação e prevenção.

Em síntese, o limão tem o poder de realizar uma reengenharia da qualidade hídrica de todo o organismo, beneficiando assim o cérebro, pulmões, rins, sistema linfático, ou seja, imunológico; sistema nervoso, intestinos, fígado; enfim, todos os sistemas e órgãos vitais.
Assim, a partir do momento em que ingerimos o suco do limão, seja ele puro ou na composição com outros alimentos crus ou cozidos, inicia-se um processo de facilitação de alcalinização de todos os processos metabólicos.

Portanto, desfazendo enganos já muito arraigados entre todos nós, inclusive entre médicos e nutricionistas, o limão só pode ser reconhecido como um alimento ácido até o momento de ser ingerido, pois após sua ingestão, puro ou idealmente composto com outros alimentos, ele funcionará como um agente alcalinizante, condição esta que será tão mais constante, quanto mais diário e metódico for o consumo do limão via alimentação.
Pois, o ácido cítrico irá se combinar com sais minerais livres (biodisponíveis) à base de cálcio, magnésio e ferro, formando os respectivos citratos salinos, que conferirão o desejado pH ideal que é levemente alcalino.
Tal fenômeno explica uma outra importante propriedade terapêutica do limão, que é a de ser um agente de fixação de sais minerais.

Ou seja, quando desejamos melhorar aspectos da nossa saúde como anemia, osteoporose e vitalidade; portanto, aumentar a presença de ferro, cálcio e magnésio em nosso organismo, nada como fazer uso de alimentos ricos nesses elementos e associar o limão a eles.
Então, as folhas verdes são ricas em clorofila, magnésio e ferro, as raízes são ricas em todos os sais minerais, e por isso vem a indicação dos sucos desintoxicantes; sugiro sempre o introdução do limão junto com estes ingredientes no seu preparo.
Mas, existe uma frase clássica sobre o limão que tem muito fundo de verdade: “O limão é um antibiótico natural”.

Muitos podem pensar que este poder está na sua Vitamina C. Ledo engano. O suco do limão é relativamente pobre em vitamina C quando comparado com laranjas, tangerinas, acerola, goiaba e kiwi. Mas o mais curioso é que o limão tem 5 vezes mais vitamina C na sua casca: 150 mg/100g do que no seu suco 20-50 mg/100g.
Saiba mais sobre a casca do limão e todas as suas qualidades terapêuticas no texto “A Vitamina P do Limão” (link no final do artigo).

Mas, a explicação deste poder bactericida e antibiótico do limão está, novamente, no seu elevado teor de ácido cítrico. Um fato bem real é que, na indústria alimentícia, o ácido cítrico e seus citratos, são maciçamente usados como conservantes naturais. Ou seja, são usados para evitar o crescimento de bactérias, bacilos e fungos. Portanto, o ácido cítrico é um bactericida de alimentos e produtos industrializados.
Assim, quando temos uma mucosa ferida, seja ela interna ou externa, um bom procedimento é tratar com o suco fresco de limão.
Enganam-se aqueles que acreditam que o limão faz mal ao estômago. Na verdade, ele é um alcalinizante de distúrbios ácidos do estômago, além de ser um cicatrizante de mucosas lesadas e um excelente bactericida natural.

Como prova, a milenar Medicina Ayurvédica trata todos os problemas digestivos com preparados a partir do limão. E, algumas das receitas destes preparados vocês podem acessar no texto “Limão para tratar o Sistema Digestivo” (link no final do artigo).
Fecho com uma dica importante: todas as pessoas que desejam ser saudáveis, principalmente gestantes, crianças, adolescentes e os da terceira idade, devem consumir diariamente sucos contendo folhas verdes (couves, hortelã, salsa, capim cidreira, alfaces, etc.), sementes (linhaça, girassol, abóbora, gergelim, etc.) e raízes cruas (cenoura, beterraba, bardana e inhame), mas sempre associadas com o limão. Agora vocês já sabem vários dos motivos:

– Alcalinizar o organismo fortalecendo o sistema imunológico;
– Ajudar na fixação dos sais minerais como os de ferro, cálcio e magnésio;
– Cicatrizar mucosas e;
– Combater bactérias e demais microorganismos oportunistas.

Conceição Trucom é química, cientista, palestrante e escritora sobre temas
voltados para o bem-estar e qualidade de vida.

180 países do mundo proíbem 8 de Maio de 2012

Posted by Geraldo Neto in Depressão, Dicas, Hipertensão, Mitos e Verdades, Qualidade de Vida, Sinais e Sintomas, Stress.
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No início da década de 80, a sibutramina foi desenvolvida como antidepressivo, agindo em áreas do cérebro que controlam não somente o humor e sensação de bem estar, como também o apetite. Em novembro de 1997, o FDA (Food and Drug Administration), agência americana que controla a qualidade de alimentos e medicamentos, aprovou nos EUA o uso da sibutramina para o controle do peso. A sibutramina auxilia na redução do peso promovendo um aumento da sensação da saciedade agindo também sobre a compulsão alimentar e como inibidora da sensação de fome. Estudos recentes, ainda controversos, atribuem a sibutramina um aumento da taxa metabólica de repouso (aumentaria o gasto calórico em situações de repouso). Existe ainda a possibilidade de que outros mecanismos, ainda desconhecidos, sejam responsáveis pela perda de peso em pacientes usuários desse medicamento.
A sibutramina age inibindo a reabsorção, recaptação e a degradação de neurotransmissores como a serotonina, noradrenalina e a dopamina, fazendo com que essas substâncias fiquem disponíveis por mais tempo estimulando os neurônios. Em estudo publicado em agosto de 2000 no Journal of Neurochemistry, Volume 75, 2ª edição – Balioglu, A. e Wurtman, RJ pesquisadores do Instituto de Tecnologia de Massachusetts, Cambridge – demonstraram que, em ratos, a sibutramina eleva a concentração extracerebral de dopamina e de serotonina e sugerem que a ação antiobesidade do medicamento pode ser resultante das mudanças provocadas por esse aumento da dopamina atuando no cérebro, assim como por alterações metabólicas resultantes desse aumento de serotonina circulante.

Demétrio, S. e Oliveira, AM. , da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto-FMRP- Departamento de Farmacologia – verificaram os efeitos da sibutramina em ratos Wistar machos submetidos ao modelo experimental de ansiedade do labirinto em T elevado (LTE). Este modelo procura gerar em um mesmo animal respostas defensivas condicionada (esquiva inibitória) e incondicionada (fuga), as quais têm sido correlacionadas à ansiedade generalizada e ao pânico, respectivamente. Os resultados mostram que a sibutramina inibe a resposta de esquiva inibitória, sugerindo efeito ansiolítico e inibe a fuga no LTE, indicando efeito antipânico. (http://143.107.1.36/siicusp/cd_2001/ficha1166.htm).A sibutramina possui ainda outros efeitos independentes da perda de peso:

  • Diminuição do nível de insulina plasmática;
  • Aumento de HDL (colesterol “bom”) plasmático;
  • Redução de LDL (colesterol “ruim”) e triglicérides plasmáticos.

Ainda não há estudos sobre sua ação sobre crianças e adolescentes: não é indicada sua prescrição para pacientes com menos de 16 anos de idade. Não deve ser usada nas seguintes situações:

  • associada aos inibidores da monoaminooxidase (IMAOs): deve haver pelo menos duas semanas de intervalo após a interrupção dos IMAOs antes do início do tratamento com sibutramina;
  • associada a outros medicamentos anorexígenos, descongestionantes, sedativos da tosse, ergotamina e derivados, lítio,
  • antecedentes re transtornos alimentares como anorexia nervosa ou bulimia;
  • Glaucoma;
  • hipertensão arterial (ou história de);
  • Doença ou dano cerebral;
  • Convulsões (ou história de);
  • Doença cardíaca (ou história de);
  • Acidente vascular cerebral (ou história de);
  • Litíase biliar (ou história de);
  • Patologias renais severas;
  • Patologias hepáticas severas

O SETOR DE FARMACOVIGILÂNCIA DO CVS-SP recebeu 29 notificações de eventos adversos relacionados a sibutramina, (sete fichas foram encaminhadas pelo PSIFAVI – SISTEMA DE PSICOFARMACOVIGILÂNCIA DA UNIFESP) relacionados a seguir:

Tabela 1

Idade

Sexo

Dias*

Evento

21

M

60

Tontura + aumento de pressão arterial

41

F

14

Taquicardia + depressão + “bolo na garganta” #

47

F

?

Cefaléia + tontura + sudorese

45

F

01

Cefaléia + falta de ar + opressão no peito

41

F

?

Cefaléia + opressão precordial

45

F

?

Mãos, olhos e pernas inchadas.

26

F

01

Taquicardia

53

F

10

Taquicardia + “peso” em membros inferiores

39

F

01

Erupção na pele + edema e dormência labial

53

F

15

Prurido com placas + calafrios + ardor na pele

49

M

04

Disfunção erétil c/ ejaculação precoce + distúrbio de comportamento#

30

M

34

Síndrome do Pânico: dor precordial + sensação de morte iminente+extremidades frias + sudorese + hipertensão#

38

F

60

Neutropenia

40

F

02

Tontura + taquicardia + peso no braço esquerdo

?

F

90

Não observou perda de peso

?

F

03

Dor de cabeça

34

F

07

Aumento de peso

29

F

60

Depressão + ansiedade + insônia + falta de apetite#

37

F

01

Ânsia de vômito + perda de apetite + cefaléia+boca seca + calafrios

?

F

?

Aumento de peso

?

F

?

Gravidez: criança nasceu com Síndrome da Banda Amniótica

34

F

07

Desordens psiquiátricas + aversão a comida + insônia + constipação + taquicardia + alucinações + parestesias + agressividade + exaltação do humor + pensamento acelerado + comportamento de risco + hipotermia#

37

M

07

Aumento da pressão arterial

47

F

07

Síndrome Serotoninérgica: ansiedade, agitação, confusão, inquietação, hipomania, alucinações, coma, tremores, mioclonias, hipertonia, hiperreflexia, incoordenação, aumento do tônus muscular em membros inferiores, febre, sudorese, náusea, vômitos, diarréia e hipertensão.#

36

F

180

Distúrbio de conduta: irresponsabilidade, agressividade, irritabilidade, insônia, disfasia, redução do senso crítico.#

58

M

02

Ansiedade excessiva + sensação de aperto no peito.#

46

M

25

Ansiedade+falta de energia + cefaléia + excessiva distratibilidade + dificuldade de raciocínio.#

31

F

20

Ansiedade com alteração de memória de fixação.#

51

F

05

Ansiedade com irritabilidade.#

* início da medicação até o aparecimento do evento.

# Utilizamos o ALGORITMO KARCH E LASAGNA MODIFICADO POR NARANJO E COLAB. (NARANJO ET AL, CLIN PHARMACOL THER 1981. 30:239-45) para determinarmos a causalidade nos pacientes que manifestaram alterações psiquiátricas e nos 11 (onze) pacientes concluímos tratar-se de REAÇÃO ADVERSA PROVAVELMENTE RELACIONADA AO MEDICAMENTO.

Pesquisa realizada na Itália por Dra. Russo, A.e Prof. Caputi, A P., do Departamento Clinico e Experimental de Medicina e Farmacologia, Área de Farmacologia, Universidade de Messina – mostra os seguintes resultados:

Tabela 2

Sibutramina

Placebo

Evento adverso em Sistema nervoso

% incidência (n = 2068)

% incidência (n = 884)

amnésia

17.2

4.2

Insônia

10.7

4.5

Vertigem

7.0

3.4

Nervosismo

5.2

2.9

Ansiedade

4.5

3.4

Depressão

4.3

2.5

Parestesia

2.0

0.5

Sonolência

1.7

0.9

Estimulação do Sistema Nervoso Central

1.5

0.5

Labilidade emocional

1.3

0.6

Fonte: http://www.farmacovigilanza.org/corsi/corso_20010915.04.htm

Obs: Em função do objetivo desse Alerta, transcrevemos apenas as alterações no Sistema Nervoso.

Diante dessas notificações, O SETOR DE FARMACOVIGILÂNCIA DO CVS-SP alerta:

  • Poucos trabalhos foram realizados até o momento procurando verificar os efeitos da sibutramina como desencadeadora de transtornos psiquiátricos em indivíduos sadios ou como fator de agravamento desses transtornos em pacientes já diagnosticados como portadores de distúrbios psiquiátricos;
  • Os inibidores da recaptação de serotonina podem constituir uma alternativa com poucos efeitos secundários, porém, em relação à atuação sobre receptores de noradrenalina, estudos mais dirigidos são necessários para podermos utilizar a sibutramina com segurança.
  • Embora os laboratórios farmacêuticos responsáveis pelo produto no Brasil informem que “Não há evidência que sibutramina interfira nos resultados de exames laboratoriais”, alterações na função hepática, incluindo aumentos (duas a três vezes o valor máximo considerado normal) na TGO, TGP, GGT, LDH, fosfatase alcalina e bilirrubinas, foram reportadas como eventos adversos em 1,6% pacientes tratados com sibutramina comparados ao grupo controle (utilizando placebo) que apresentou uma incidência de 0,8%.(www.rxlist.com/cgi/generic/sibutramine).
  • O SETOR DE FARMACOVIGILÂNCIA DO CVS-SP, exercendo sua função de assegurar o devido uso de qualquer medicação, fez cumprir seus direitos notificando os laboratórios farmacêuticos responsáveis pelo produto no Brasil, a necessidade emergencial de alteração de bula desses produtos; caso haja o não cumprimento dessa notificação, medidas sanitárias legais serão tomadas.
  • O relato / notificação de eventos adversos é confidencial e não poderá resultar em ação legal contra o profissional de saúde que o fez. Na dúvida se a manifestação clínica é ou não um evento adverso, notifique!

 

Centro de Vigilância SanitáriaSetor de Farmacovigilância
Endereço: Av. São Luís, 99 – 5º Andar – São Paulo – S.P. – CEP 01046-001.
Telefone: 3259-2252 / 3259-5574 – Ramal 2066
E-mail:peri@cvs.saude.sp.gov.br
E-mail: farmacovig@cvs.saude.sp.gov.br

 

Transtornos Psiquiátricos mais frequentes 11 de Março de 2012

Posted by Geraldo Neto in Depressão, Diabetes, Dicas, Hipertensão, Mitos e Verdades, Qualidade de Vida, Sinais e Sintomas, Stress.
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  • Stress: Quem não é um pouco estressado hoje em dia? Mas esse pouco pode se transforma em muito doente. Sintomas: aumento da pressão e do colesterol, arteriosclerose, derrames, infartos, diabetes, gastrites e úlceras, intestino preso, diarréia e gases, acne, falta de memória, diminuição do interesse sexual, astenia, aumento ou diminuição do sono, falta de energia.
  • Síndrome do pânico: A síndrome do pânico não é uma doença, mas sim uma reação do organismo a um “stress” atual ou passado. Sintomas: taquicardia, sudorese, falta de ar, tremores, fraqueza nas pernas, ondas de frio ou de calor, tonturas, sensação de que o ambiente está estranho, de que vai desmaiar, de que vai ficar louco ou de que vai engasgar com alimentos, crises de suor, pensamentos que não saem da cabeça de que sofrem de doença grave, mesmo com exames negativos, ou de que poderiam fazer mal a si mesmo ou a outras pessoas, medo de tudo, até de sentir medo novamente.
  • Depressão: Tristeza, falta de interesse, pessimismo, apatia, indecisão, negativismo, aumento ou diminuição do sono, emagrecimento ou obesidade, dificuldade de concentração ou de se alegrar, diminuição da energia, preguiça, falta de vontade para as atividades do dia-a-dia.
  • Distúrbio obcessivo-compulsivo: Inclui jogo, sexo, compras, gastos excessivos, pequenos furtos, sensação de que o corpo está deformado. A pessoa fica escrava dos próprios pensamentos e repetição de atos, pois sabem que eles não fazem sentido, mas não conseguem evitá-los. O tratamento é longo com medicação e psicoterapia.
  • Anorexia nervosa: Mas freqüente em meninas adolescentes, mas também ocorre em homens e mulheres adultas. A pessoa emagrece muito e faz excesso de exercício físico. Mulheres param de menstruar. Em casos mais graves há enfraquecimento dos cabelos e das unhas e o paciente pode morrer ou torna-se crônico.
  • Bulimia: Pode ser uma doença independente ou fazer parte da Anorexia Nervosa. Consiste em ingerir quantidades enormes de alimento e depois provocar vômito ou diarréias. O paciente pode morrer por distúrbio hidroeletrolítico sem apresentar emagrecimento, o que torna a doença ainda mais grave e de difícil diagnóstico que a anorexia. Em ambas o paciente não costuma perceber o problema e quem observa são os familiares e amigos.
  • Hiperatividade e déficit de atenção: Doença que se inicia na infância e pode ou não permanecer na idade adulta. Mais diagnosticada na idade escolar, quando a criança parece não escutar o que lhe dizem, distrai-se facilmente, não completa os deveres, tem caligrafia lenta e laboriosa, é desorganizado, perde objetos, deixa cair as coisas da Mão, não consegue ficar sentado na sala e está sempre interrompendo o professor. Pode levar a sérias dificuldades na escola, no trabalho e no convívio social.

Chocolate pode ajudar no desempenho atlético da mesma maneira que o exercício físico 4 de Outubro de 2011

Posted by Geraldo Neto in Alimentação, Alimentos Funcionais, Atividade Físicas, Dicas, Mitos e Verdades, Obesidade, Qualidade de Vida, Stress.
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Boa notícia para as chocólatras. De acordo com uma pesquisa publicada pelo Journal of Physiology, jornal americano referência em assuntos relacionados à fisiologia do corpo humano, o doce predileto de muitas mulheres tem o mesmo poder que os exercícios físicos para melhorar o desempenho atlético.

Segundo o estudo, o chocolate – especialmente os amargos, de coloração mais escura – contém um composto chamado Epicatequina, capaz estimular o crescimento muscular de forma semelhante ao exercício. “O exercício aeróbico, como corrida ou ciclismo, é conhecido por aumentar o número de mitocôndrias nas células do músculo,” diz o Dr. Moh Malek da Universidade Wayne State University, de Detroit, EUA. A pesquisa mostrou que o chocolate parece trazer a mesma resposta.
Ainda é cedo para comprovar todos os efeitos benéficos do chocolate no corpo humano, mas testado em camundongos, a substância fez com que o corpo dos bichinhos produzissem mais mitocôndrias, gerando o crescimento do número de células que levam oxigênio ao redor do corpo, aumentando os níveis de energia.

Resta aguardar novos estudos e esperar que o resultado seja satisfatório. Imagina que paraíso seria devorar um bombom sem sentir peso na consciência?

Por Mariana Di Pilla

Café pode prevenir depressão, diz estudo 4 de Outubro de 2011

Posted by Geraldo Neto in Alimentos Funcionais, Depressão, Dicas, Hipertensão, Mitos e Verdades, Qualidade de Vida, Stress.
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Seria aquele cafezinho nosso de cada dia a bebida perfeita para prevenir a depressão? De acordo com estudos publicados pela revista norte-americana “Archives of Internal Medicine”, a resposta é sim.

Durante dez anos, médicos da Harvard School of Public Health, de Boston, examinaram os hábitos de 50 mil mulheres americanas. A análise dos dados apontou que aquelas que bebem, no máximo, uma xícara de café por semana tem 20% mais chances de desenvolver depressão em relação àquelas que são viciadas na bebida e chegam a ingerir quatro doses diárias.

Mas os pesquisadores alertam: os estudos ainda não foram concluídos para saber ao certo o que causa essa reação. No entanto, eles acreditam que a cafeína tem o poder de alterar a química do cérebro de maneira positiva. Se isso for de fato comprovado, o café entraria na lista de substâncias que podem prevenir o quadro depressivo. Casos já avançados da doença não podem ser curados apenas com a bebida.

Por Mariana Di Pilla

Um amigo pode aliviar o stress 4 de Outubro de 2011

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Um estudo divulgado recentemente – e publicado pela Marie Claire USA – mostrou que a simples presença da melhor amiga é capaz de provocar uma queda na produção de cortisol (hormônio produzido na glândula supra-renal que está diretamente relacionado ao stress) e a ausência faz com que o nível aumente.

“Uma das coisas mais interessantes desse estudo é que não vale qualquer pessoa querida ou qualquer amigo, para produzir esse efeito é preciso ser o melhor amigo”, diz o pesquisador Ryan Adams, do Cincinnatti Childre’ns Hospital Medical Center, que comandou o estudo. Ou seja, os efeitos no corpo e nas emoções provocados pelo(a) melhor amigo(a) são maiores do que os provocador por um irmão ou parente próximo (inclusive os pais!).

Segundo ele, a pesquisa foi feita com crianças – cem delas com idades entre 10 e 12 anos –, mas acredita que o mesmo resultado seria encontrado em adultos. “Uma amizade tão próxima pode ser um problema, principalmente para crianças, mas também pode ser muito lucrativa no sentido de dar suporta e passar sentimentos positivos”, diz a psicóloga e educadora Karen Majors, em entrevista à Marie Claire americana. “A amizade tem um propósito importantíssimo não apenas socialmente, como emocionalmente.”

Descubra plantas e ervas que podem fazer mal em excesso 17 de Maio de 2011

Posted by Geraldo Neto in Alimentação, Alimentos Funcionais, Dicas, Dieta, Qualidade de Vida, Sinais e Sintomas, Stress.
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Quando pensamos em ervas e verduras, dificilmente levamos em conta que alguma delas pode nos fazer mal, visto que são consideradas alimentos leves, associados à cura de pequenos transtornos. Todavia, até mesmo na hora de ingerir chás e saladas é preciso equilíbrio, pois como lembrou Paulo Edson Reis Jacob Neto, presidente do Sindicato dos Terapeutas do Estado do Rio de Janeiro (Sinter-RJ) e terapeuta naturalista, “toda planta é tóxica. O que varia para o veneno é a dose”.

Por causa de suas vitaminas, minerais e nutrientes, muitas verduras e ervas devem ser consumidas com moderação para que não façam mal à saúde. O limite, segundo Jacob Neto é algo individualizado, pois leva em consideração idade, peso, sexo e outras características pessoais.

“Nada deve ser consumido indiscriminadamente. Nem mesmo alface! Além de ser calmante, vejo muita gente começar a fazer dieta e se jogar na alface. Rica em manganês, ela pode prejudicar o funcionamento da tireoide se for ingerida em demasia, atrapalhando o processo de emagrecimento. Por isso ressalto que o que é tóxico é o que não faz bem, não aquilo que mata”, contou o terapeuta.

Jacob Neto demonstrou preocupação com a crescente “moda” do consumo de produtos naturais, lembrando que muitas pessoas vão às lojas que vendem estes itens e fazem compras como se estivessem em um supermercado, porém sem qualquer orientação sobre o que estão adquirindo e como devem consumir saudavelmente aquele produto. “Virou moda consumir cápsulas de carqueja com alcachofra para emagrecer. Só que as pessoas não sabem, por exemplo, que a carqueja, em excesso abaixa a imunidade e expõe a pessoa à doenças”, destacou.

Segundo o terapeuta, existe uma diferença significativa entre remédios e medicamentos: “todo remédio vem de plantas, exclusivamente. Os medicamentos já são compostos 70% de vegetais, 25% de minerais e 5% de animais e tende a gerar efeitos colaterais”. O profissional também recomendou que o uso de suplementos seja feito única e exclusivamente sob prescrição médica para evitar overdoses que podem prejudicar a saúde: “quando ingerimos o alimento, dificilmente temos esse tipo de problema”.

Chazinho da vovó
Nem sempre o chá pode ser um aliado no combate às doenças, pois também podem fazer mal. O conselho das avós, de sempre mesclar ervas não é para ser descartado, visto que algumas plantas podem ser mal absorvidas ou causar outros males quando ingeridas sozinhas.

“Temos que levar sempre em consideração a individualidade para não haver excesso. No caso dos chás, recomendo, de maneira genérica, o consumo de 30ml de líquido por kg. Também não é preciso usar sempre folhas secas, mas se usar as frescas, é preciso aumentar a quantidade do ingrediente, porque elas têm mais água”, sugeriu o terapeuta.

Para conseguir o efeito desejado também é preciso combater a prisão de ventre para que todas as propriedades nutricionais do alimento possam ser absorvidas corretamente pelo nosso corpo.

O uso de produtos naturais também não deve ser feito ininterruptamente porque o corpo se acostuma. “O ideal é fazer uso por 21 dias, parar uma semana para que todas as células se renovem, e retomar o uso”, ensinou o profissional, que recomendou a busca de orientação médica, pois “toda planta é tóxica e seu uso deve ser individualizado”.

Saiba mais:
Conheça a seguir alguns vegetais e nutrientes que, em exagero, podem comprometer a saúde:

– Absinto (losna): ótimo vermífugo, o chá desta planta amarga é bom para febre, dor de estômago e problemas do fígado, mas pode destruir os glóbulos vermelhos do sangue;

– Agrião: muito rico em iodo, deve ser evitado por gestantes no primeiro e no último trimestre de gestação, pois pode comprometer a tireoide e induzir um aborto ou o parto prematuro;

– Alface: tem propriedades calmantes e é rico em manganês, podendo comprometer o funcionamento da tireoide quando consumido em excesso;

– Aloe vera (babosa): usada para tratar queda de cabelo, queimaduras, eczema e erisipela, deve ser usada apenas externamente, pois caso seja consumida, pode causar nefrite;

– Café: estimulante e rica em cafeína, é uma das bebidas mais consumidas em todo o mundo, mas em demasia pode causar azia por sua acidez, insônia e até taquicardia;

– Capim Limão: calmante e digestivo, pode aumentar a acidez estomacal e provocar azia;

– Carqueja: o chá amargo é digestivo e faz bem ao fígado, mas, quando consumido em demasia, reduz os glóbulos brancos, comprometendo a imunidade;

– Genciana: trata males estomacais, intestinais, do fígado e da vesícula. Em demasia, causa enjoo e fraqueza;

– Guiné: pode ser usada no tratamento de dores de cabeça e cólicas intestinais. Em excesso, é tóxica;

– Poejo: seu chá é calmante, induz ao sono e também é usado para tratar rouquidão e má digestão. É abortivo;

Portal Terra.

Transtorno do Pânico (TP) 17 de Maio de 2011

Posted by Geraldo Neto in Depressão, Hipertensão, Mitos e Verdades, Pânico, Sinais e Sintomas, Stress.
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A origem do nome pânico tem relação com a mitologia grega. O deus Pã, associado ao susto e fobias, deu origem ao termo utilizado.

Na atualidade, muito se fala a respeito do transtorno do pânico (TP), um distúrbio de ansiedade crônico que atinge cerca de três milhões e seiscentos mil brasileiros. Porém, em muitos meios, isso passa ainda sem um diagnóstico precoce ou correto. As pessoas com tal angústia dilaceradora, sofrendo de crises sem motivo algum ou inesperadas, procuram gerelamente médicos de outra especialidade e visitam pronto-socorros gerais e cardiológicos antes da ajuda especializada com psiquiatra.

Felizmente, a ciência tem feito um significativo avanço nos tratamentos recentes, colaborando na diminuição do sofrimento, preconceito e exclusão social a que tais pacientes são submetidos. AS diferenças de gênero também são importantes na escolha do melhor tratamento. As mulheres são, em média, duas vezes mais acometidas que os homens. A idade de início das crises situa-se, frequentemente, entre a adolescência e a terceira década de vida.

Principais sintomas do Transtorno do Pânico

O TP é caracterizado pela presença repetitiva de ataques de pânico. São crises espontâneas, súbitas, de mal estar e sensação ded perigo ou morte iminente, com vários sintomas e sinais de alerta como:

  • Sudorese
  • Tremores
  • Rubor facial
  • Taquicardia (batedeira no coração)
  • Taquipnéia (respiração curta e superficial)
  • Sensação de falta de ar
  • Sensação de sufocamento ou nó na garganta
  • Dor ou desconforto no torax
  • Tonturas
  • Formigamentos
  • Náuseas, vômitos e diarréias
  • Urgência urinária
  • Estranheza diante do mundo ou com relação a si mesmo

É importante freisarmos que os sintomas podem variar de acordo com cada pessoa. Pelo menos quatro sintomas são necessários para o disgnóstico.

Quais as causas?

Não há um único modelo explicativo. Os fatores mais importantes são:

  1. Predisposição genética: 35% dos parentes de primeiro grau de pacientes com TP sofrem do mesmo problema;
  2. Fatores biológicos: alterações na química cerebral envolvendo áreas do sistema nervoso central como o lócus ceruleus, o hipocampo e a amígdala, responsáveis pelas reações de alerta e medo. Os principais mensageiros químicos envolvidos são serotonina, a noradrenalina e, mais recentemente, o óxido nítrico e o glutamato;
  3. Emocionais e ambientais: pessoas com stress, depressão ou instabilidade afetivo-emocional são mais predispostas;
  4. Caracteristicas de personalidade: pessoas perfeccionistas, com dificuldade de dizer não, podem ser mais predispostas;
  5. Doenças clínicas associadas: pessoas com asma, broquite, prolapso de válvula cardíaca mitral parecem mais predispostas.

Há outros quadros psiquiátricos associados ao TP?

Sim, a agorafobia (medo de lugares ou situações onde possa se difícil ou embaraçoso escapar, como cinemas, shoppings, congestionamentos, bancos lotados) e a depressão são frequentes.

Prof. Dr. Joel Rennó Jr

Doutor em Psiquiatria pela Faculdade de Medicina da USP

O Stress na mulher 13 de Abril de 2011

Posted by Geraldo Neto in Depressão, Dicas, Hipertensão, Mitos e Verdades, Qualidade de Vida, Sinais e Sintomas, Stress.
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As principais fontes do Stress feminino são:

  • Dedicar-se mais ao trabalho ou aos filhos;
  • Mudança de estado civil;
  • Condicionamento cultural e social;
  • Múltiplus papéis. 

Sintomas:

  • Ansiedade;
  • Tristeza e depressão;
  • Falta de concentração;
  • Irregularidades menstruais;
  • Dores de estômago;
  • Enxaqueca.

Consequencias:

No trabalho:  podem ocorrer problemas como atrasos frequentes, falta de eficiência, conflitos com colegas e dificuldade de raciocínio.

No lar: conflito com filhos e parceiro

Prevenção:

Identificar os sinais de Stress, aplicando programas de controle do Stress específicos para mulheres incluíndo o aprendizado sobre Stress feminino, o conflito dos múltiplos papeis, habilidade de relacionamento com os filhos e companheiro, controle da ansiedade, desenvolvimento de redes pessoais e  suporte social.

Stress pós-traumático 8 de Abril de 2011

Posted by Geraldo Neto in Mitos e Verdades, Pânico, Qualidade de Vida, Sinais e Sintomas, Stress.
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O que é?
O transtorno de stress pós-traumático pode ser entendido como a perturbação psíquica decorrente e relacionada a um evento fortemente ameaçador ao próprio paciente ou sendo este apenas testemunha da tragédia. O transtorno consiste num tipo de recordação que é melhor definido como revivescência pois é muito mais forte que uma simples recordação. Na revivescência além de recordar as imagens o paciente sente como se estivesse vivendo novamente a tragédia com todo o sofrimento que ela causou originalmente. O transtorno então é a recorrência do sofrimento original de um trauma, que além do próprio sofrimento é desencadeante também de alterações neurofisiológicas e mentais.

Diagnóstico
O primeiro aspecto a ser definido é a existência de um evento traumatizante. Aquele suficientemente marcante, não há dúvidas quanto a ser ameaçador à vida ou à integridade individual, como os seqüestros, assaltos violentos, estupros. Há, contudo certos eventos que podem não ser considerados graves como um acidente de carro sem vítimas. Mesmo assim caso uma pessoa venha a apresentar o quadro de estresse pós-traumático perante uma situação que poderia não ser considerada forte o suficiente para causar danos à maioria das pessoas, pode causar danos para outras. Com certeza, um evento marcante, fora da rotina, que de alguma forma represente uma ameaça, tem que ter acontecido: sem isso não será possível fazer o diagnóstico, pois a definição dele envolve o evento externo. Os sintomas têm que estar diretamente relacionados ao evento estressante, as imagens, as recordações e as revivescência têm que ser a respeito do ocorrido e não sobre outros fatos quaisquer ainda que ameaçadores.
Para o diagnóstico é essencial que a pessoa tenha experimentado ou testemunhado um evento traumatizante ou gravemente ameaçador. Quando esse evento ocorre é necessário também que a pessoa tenha apresentado uma resposta marcante de medo, desesperança ou horror imediatamente após o evento traumático. Depois isso o indivíduo deve passar a ter recordações vivas, intrusivas (involuntárias e abruptas) do evento, incluindo a recordação do que pensou, sentiu ou percebeu enquanto vivia o evento traumático. Podem ocorrer pesadelos baseados no tema. Sentir como se o evento fosse acontecer de novo, chegando a comportar-se como se estivesse de fato vivendo de novo o evento traumático. Nesses eventos é possível que o paciente tenha flashbacks ou alucinações com as imagens do evento traumático. As situações que lembram o evento causam intenso sofrimento e são evitadas. Ter de expor-se novamente ao local pode ser insuportável para o paciente. Por isso o paciente passa a evitar os assuntos que lembrem o evento, como também as conversas, pessoas, objetos e sensações, tudo que se relacione ao trauma. A recordação dos aspectos essenciais do trauma pode também ser apagada da memória. A pessoa pode afastar-se do convívio social e outras atividades mesmo que não relacionadas ao evento. Pode passar a sentir-se diferente das outras pessoas. Pode passar a ter dificuldade de sentir determinadas emoções, como se houvesse um embotamento geral dos afetos. Pode passar a encarar as coisas com uma perspectiva de futuro mais restrita, passando a viver como se fosse morrer dentro de poucos anos, sem que exista nenhum motivo para isso.
Outros sintomas podem ser também insônia, irritabilidade, dificuldade de concentração, respostas exageradas a estímulos normais ou banais.
Para se fazer o diagnóstico é preciso que esses sintomas estejam presentes por no mínimo um mês. Caso o tempo seja inferior a isso não significa que a pessoa não teve nada, só não se pode dar esse diagnóstico.
Certos sintomas não compõem o diagnóstico, mas podem ser encontrados nos paciente com  stress pós-traumático como dor de cabeça, problemas gastrintestinais, problemas imunológicos, tonteiras, dores no peito, desconfortos.

Considerações
O transtorno de stress pós-traumático é provavelmente um transtorno muito comum, porém pouco conhecido, como nas décadas passadas foram desconhecidos porém freqüentes os transtornos de pânico, fobia social, obsessivo compulsivo. O stress pós-traumático se diferencia dos demais transtornos de ansiedade e da maioria dos transtornos mentais por ser causado a partir de um fator externo. O aparato mental do homem é capaz de lidar com situações estressantes sem que isso deixe cicatrizes, da mesma forma que os vasos sanguíneos são capazes de suportar elevações da pressão arterial durante o exercício físico normalmente. Há, contudo limites a partir dos quais o funcionamento mental fica perturbado. Provavelmente isso ocorre quando os mecanismos de enfrentamento e suporte contra estresse são fracos ou quando os estímulos são fortes demais.
Quando surgirá o transtorno não podemos saber, o fato de uma pessoa ter passado por um trauma não significa necessariamente que ela terá estresse pós-traumático. Observa-se que num mesmo evento, algumas pessoas podem apresentar esse transtorno e outras não. Essas variações nos levam a julgar que existem também predisposições pessoais a este problema, o que de fato tem sido constatado. Pessoas com outros problemas de ansiedade prévios apresentam maior susceptibilidade a desenvolverem o estresse pós-traumático.

Grupo de Risco e Curso
Qualquer pessoa pode desenvolver stress pós-traumático, desde uma criança até um ancião. Os sintomas não surgem necessariamente logo após o evento, podem levar meses. O intervalo mais comum entre evento traumatizante e o início dos sintomas são três meses. Muitas pessoas se recuperam dos sintomas em seis meses aproximadamente, outras podem ficar com os sintomas durante anos.

Tratamento
Os tratamentos preconizados ainda não são plenamente satisfatórios ou estão em início de investigação. Até recentemente a única medicação autorizada oficialmente para tratamento do stress pós-traumático nos EUA era a sertralina, que continua sendo indicada. Uma medicação promissora talvez mais eficaz que a sertralina é o topiramato. As primeiras investigações com ele mostraram uma resposta altamente satisfatória. Quem não obteve resposta com o tratamento convencional pode experimentar esse novo anticonvulsivante e estabilizador do humor.

Última Atualização: 15-10-2004
Ref. Bibliograf: Liv 01 Liv 02 Liv 05 Liv 14 Psychiatry Res. 1998; 81: 179-193
Epidemiological and Phenomenological Aspects of Post-Traumatic Stress Disorder
Michael Maes

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